Laceração e integridade vaginal em partos normais: uma análise de fatores associados
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Palavras-chave

Assoalho Pélvico
Assistência ao Parto
Parto Vaginal

Como Citar

1.
Campos Bevilaqua J, da Silva Ferreira E, Gomes da Costa Escoto Esteche CM, Torres de Melo LP, Pereira Rodrigues D, Oliveira Naiff Ferreira GR, et al. Laceração e integridade vaginal em partos normais: uma análise de fatores associados. Online Braz J Nurs [Internet]. 4º de outubro de 2026 [citado 20º de outubro de 2026];25(1):e20266927. Disponível em: https://objnursing.uff.br/nursing/article/view/6927

Resumo

Objetivo: Analisar a associação entre a ocorrência e o grau de laceração vaginal e o perfil sociodemográfico, obstétrico e neonatal de puérperas submetidas ao parto vaginal, bem como a posição adotada durante o parto. Metodologia: Este estudo transversal e quantitativo foi realizado em uma maternidade de referência para alto risco obstétrico no estado do Pará. Foram analisados 139 prontuários de puérperas submetidas ao parto vaginal entre 2022 e 2023. Os dados foram submetidos à análise por estatística descritiva, adotando-se nível de significância estatística de p < 0,05. Resultados: Entre as 139 puérperas analisadas, 97 apresentaram laceração vaginal, predominando as lacerações de 1º grau. Observou-se maior incidência de laceração entre mulheres não nulíparas, com diferença estatisticamente significativa (p = 0,015). Verificou-se associação entre o peso neonatal e o grau de laceração (p = 0,013), indicando que maiores pesos ao nascer estiveram relacionados a lacerações de maior gravidade. Não foram observadas associações entre a ocorrência de lacerações e a idade materna, a escolaridade, a posição adotada durante o parto ou a categoria profissional responsável pela assistência ao parto. Conclusão: Identificou-se associação entre a ocorrência de lacerações vaginais e a paridade, bem como entre o grau de laceração e o peso do recém-nascido ao nascer. Esses achados contribuem para a compreensão dos fatores envolvidos na ocorrência de lacerações vaginais no contexto amazônico e subsidiam a discussão sobre estratégias para qualificar a assistência ao parto.

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