Caracterização dos óbitos fetais e da assistência em maternidade de alto risco: estudo transversal
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Palavras-chave

Complicações na gravidez
Morte fetal
Parto humanizado

Como Citar

1.
Vicari K, Trigueiro TH, Peripolli L de O, Arruda KA de, Rabelo M. Caracterização dos óbitos fetais e da assistência em maternidade de alto risco: estudo transversal. Online Braz J Nurs [Internet]. 13º de maio de 2026 [citado 15º de maio de 2026];25(1):e20266926. Disponível em: https://objnursing.uff.br/nursing/article/view/6926

Resumo

Objetivo: Descrever e analisar o perfil obstétrico de mulheres que sofreram óbito fetal  atendidas em uma maternidade de alto risco. Método: Pesquisa quantitativa transversal, com coleta retrospectiva de dados secundários, realizada em maternidade de alto risco de Curitiba, Paraná. Foram analisados 36 registros de óbitos fetais de 35 mulheres no ano de 2022. A coleta dos dados ocorreu entre julho a setembro de 2023, realizou-se análise descritiva e estatística mediante o teste exato de Fisher com nível de significância de 7% (p=0,07). Resultados: Prevaleceram mulheres de 20 a 34 anos de idade, de alto risco gestacional e multigestas. Quanto à assistência, 13 métodos não farmacológicos de alívio da dor foram registrados, sendo mais frequente o suporte emocional pelo acompanhante. Sobre os óbitos fetais, a maioria ocorreu anteparto, bebês com extremo baixo peso e do sexo feminino. Houve associação entre a estratificação de risco materno e o momento do óbito fetal (p=0,06), e entre a classificação dos recém-nascidos de acordo com a idade gestacional e o total de métodos de alívio da dor não farmacológicos aplicados (p-=0,01). Conclusão: É imprescindível que pacientes diante do óbito fetal tenham acesso aos cuidados holísticos independente da viabilidade fetal.

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