Infecções primárias de corrente sanguínea em unidades de terapia intensiva: estudo retrospectivo de dados secundários
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Palavras-chave

Infecção da Corrente Sanguínea
Unidades de Terapia Intensiva
Monitoramento Epidemiológico
Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde
Infecções Relacionadas a Cateter

Como Citar

1.
Paviani TF, Boneli V, Linch GF da C, Paz AA, Lima AAA. Infecções primárias de corrente sanguínea em unidades de terapia intensiva: estudo retrospectivo de dados secundários. Online Braz J Nurs [Internet]. 27º de janeiro de 2026 [citado 12º de fevereiro de 2026];24(Suppl2):e20256894. Disponível em: https://objnursing.uff.br/nursing/article/view/6894

Resumo

Objetivo: Descrever a distribuição espacial de microrganismos causadores de infecções primárias de corrente sanguínea em unidades de terapia intensiva no Brasil. Método: Estudo observacional, retrospectivo de análise documental, conduzido conforme o STROBE, baseado em dados secundários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, referentes a 2019–2022. Realizou-se análise descritiva com auxílio dos recursos do Microsoft Excel®, obtendo frequências absolutas e relativas, taxas por 100 mil habitantes e comparação entre as cinco regiões brasileiras.

Resultados: Identificaram-se heterogeneidades regionais na composição microbiológica: entre os Gram-negativos, destacou-se a Klebsiella pneumoniae em todas as regiões; dos Gram-positivos, o Staphylococcus coagulase-negativa foi o mais frequente, especialmente no Sul, Centro-Oeste e Sudeste. A Candida não-albicans predominou entre os fungos, na maioria das regiões. Observou-se aumento expressivo em 2021, seguido de redução em 2022. Conclusão: O padrão espacial aponta necessidades regionais distintas na distribuição dos microrganismos causadores de infecções primárias de corrente sanguínea. Os achados refletem também os impactos do período pandêmico sobre a ocorrência dessas infecções e reforçam a necessidade de estratégias regionais de prevenção e controle, com foco em vigilância ativa e integração de dados no sistema público de saúde.

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