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<title>OS CONCEITOS DE QUALIDADE E INDICADORES DE QUALIDADE COMO REFERÊNCIA
PARA A PRÁTICA DO ENFERMEIRO</title>
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<p class=MsoNormal style='line-height:200%'><b><span style='font-family:Verdana;
color:windowtext'>AVALIAÇÃO DOS BANCOS DE LEITE HUMANO DO PARANÁ-BR: UM ESTUDO
COMPARATIVO</span></b></p>

<p class=MsoNormal><b><span style='font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></b></p>

<p class=MsoNormal><b><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:
Verdana;color:#111111;background:white'>Anelise Ludmila Vieczorek<sup>1</sup>,
Lillian Daisy Gonçalves Wolff<sup>2</sup></span></b></p>

<p class=MsoNormal><sup><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:
Verdana;color:#111111;background:white'>&nbsp;</span></sup></p>

<p class=MsoNormal><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>1
Universitário do Oeste do Paraná, PR, Brasil; 2 Universidade Federal do Paraná,
PR, Brasil.</span></p>

<p class=MsoNormal><b><sup><span style='font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></sup></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify'><b><span style='font-size:10.0pt;
font-family:Verdana;color:windowtext'>RESUMO</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify'><span style='font-size:10.0pt;
font-family:Verdana;color:windowtext'>Bancos de leite humano (BLH) visam
oferecer alimento natural de qualidade a recém-nascidos. <b>Objetivos</b>:
avaliar e comparar a estrutura e processos de oito BLH paranaenses com base na
RDC-171/2006 e no Manual de Funcionamento de BLH da ANVISA. <b>Método</b>:
Pesquisa de avaliação normativa e comparativa, em que se aplicou o <i>benchmarkin</i>g
e as técnicas de observação sistemática e questionário a oito coordenadores de BLH
em 2009. <b>Resultado</b>: Há melhores práticas em diferentes BLH, bem como
deficiências relativas a pessoal, capacitação, estrutura física, documentação,
registros, disponibilidade de procedimentos operacionais padrão (POP). <b>Discussão:
</b>Há necessidade de contratação de funcionários, consoante às exigências
legais; documentação atualizada e disponível, treinamento gerencial e técnico;
provisão de recursos materiais e físicos essenciais; elaboração e
disponibilização de POP e supervisão. <b>Conclusão</b>: Em geral, os BLH
apresentam deficiências estruturais e gerenciais que requerem investimento da
gestão, tendo como referência as normativas vigentes e as melhores práticas
identificadas.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Descritores</span></b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>:
Bancos de Leite; Avaliação em Saúde; Benchmarking.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>INTRODUÇÃO</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>O
apoio e o incentivo ao aleitamento materno têm sido priorizados pelas políticas
públicas de saúde brasileiras nas últimas décadas, bem como tem sido fortalecida
a importância dos bancos de leite humano (BLH) para a sociedade<sup>(1)</sup>.
Estes serviços especializados são responsáveis pela promoção, proteção e apoio
ao aleitamento materno, assim como pela execução de atividades de coleta do
excedente da produção lática de nutrizes, por meio do processamento, controle
de qualidade e distribuição do leite humano coletado<sup>(</sup></span><sup><span
lang=PT style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;
color:windowtext'>2)</span></sup><span style='font-size:10.0pt;line-height:
200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>O
primeiro BLH foi implantando no Brasil em 1943, no Instituto Nacional de
Puericultura, atualmente denominado Instituto Fernandes Figueira – IFF. Sua
finalidade era coletar e distribuir leite humano para atender casos especiais
como a prematuridade e alergias a proteínas heterólogas. O leite era
distribuído cru, sem qualquer tipo de tratamento térmico, observando-se apenas
o cuidado rigoroso com a manipulação, desde a ordenha até o consumo<sup>(2)</sup>.&nbsp;</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Na
década de 80 do Século XX ocorreu uma expansão dessas unidades, associada ao
desenvolvimento do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno. Os
BLH passaram a assumir um novo papel no cenário da saúde pública brasileira,
transformando-se em elementos estratégicos para as ações voltadas à amamentação<sup>(3</sup></span><sup><span
lang=PT style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;
color:windowtext'>)</span></sup><span style='font-size:10.0pt;line-height:200%;
font-family:Verdana;color:windowtext'>. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;background:white'>Em
1998 o Ministério da Saúde, com o apoio do Instituto Nacional de Alimentação e
Nutrição (INAN) e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), criou a Rede Nacional de
Bancos de Leite Humano, com o objetivo de suprir com leite materno de qualidade
os neonatos prematuros, os de baixo peso e os lactentes internados em
hospitalais, com vistas a perpetuar a prática da amamentação exclusiva, e
contribuir para a diminuição da mortalidade infantil<sup>(4)</sup>.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Com
a expansão dos Bancos de Leite Humano evidenciou-se a necessidade de normatização
e desenvolvimento de tecnologias a fim de oferecer um produto de qualidade. Em
vista disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o
Regulamento Técnico, intitulado RDC n°171/2006, que estabelece os requisitos
para a instalação e funcionamento desses bancos, bem como para Postos de Coleta
de Leite Humano, em todo território nacional<sup>(5).</sup></span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>A
RDC 171/2006 orienta gestores e técnicos de BLH a envidarem esforços no sentido
de viabilizar a adaptação desses serviços às normas de funcionamento, a fim de
melhorar aspectos estruturais e de processo, tais como aquisição de
equipamentos, realização dos exames obrigatórios, registro das etapas de
processamento do leite humano e controle rigoroso da qualidade do produto<sup>(5)</sup>.
As normativas referem-se a aspectos de estrutura e processo<sup>(6)</sup> e, ao
serem cumpridas, contribuem para o alcance de resultados com a qualidade
idealmente almejada. No entanto, BLH que têm problemas estruturais e
dificuldades nos processos podem alcançar resultados indesejáveis, com prejuízo
à qualidade de sua produção, tais como volume de leite humano pasteurizado
(LHP) insuficiente para suprir a demanda e descarte de LH por deficiência no
processo ou coleta. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>No
setor de saúde, qualidade é definida como um conjunto de atributos que inclui profissional
qualificado, uso eficiente de recursos, risco mínimo e alto grau de satisfação aos
clientes; tendo por base, essencialmente, os valores sociais existentes<sup>(7)</sup><sub>.</sub>
A avaliação de processos de trabalho e dos resultados alcançados é relevante ao
diagnóstico e acompanhamento de mudanças implantadas e seus resultados. Para que
ocorra uma melhoria contínua da qualidade em serviços de saúde fazem-se
necessárias avaliações que identifiquem práticas adequadas e não-conformidades
aos requisitos tecnológicos de sua produção, bem como às necessidades da sua
clientela. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Quanto
à avaliação de processos na área da saúde, trata-se de investigar em que medida
os serviços os realizam adequadamente para o alcance dos resultados almejados<sup>(6)</sup>.
Nessa perspectiva, processo em saúde relaciona-se a todas as atividades
referentes aos cuidados prestados em serviço de saúde, de diagnóstico,
tratamento, reabilitação e a educação do paciente, incluindo também as rotinas
e procedimentos administrativos<sup>(7)</sup>. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>No
caso da avaliação de processos em banco de leite humano, ela deve focar
processos como registro de doadoras, ordenha, transporte, armazenamento e
pré-estocagem (conservação da rede de frio), seleção de leite humano (LH)
compreendendo os exames crematócrito e de acidez Dornic, processamento ou
pasteurização, estocagem, manutenção de equipamentos, registros gerais, controle
microbiológico do LH pasteurizado, assim como a assistência à saúde do
trabalhador e controle de infecção hospitalar. Esta apreciação pode ocorrer
mediante comparação dos “serviços oferecidos pelo programa ou pela intervenção
com critérios e normas predeterminadas em função dos resultados visados”<sup>(7:36)</sup>.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Entretanto,
as organizações de saúde podem consultar outras que sejam públicas ou privadas,
nacionais ou não, mas que realizam um ou mais processos similares, a fim de
comparação de desempenho e aperfeiçoamento da qualidade de seus próprios
processos<sup> (1)</sup>. Isso é possível mediante o <i>benchmarking</i>,
definido como “[...] um processo contínuo e sistemático para avaliar produtos e
processos de trabalho </span><span lang=PT style='font-size:10.0pt;line-height:
200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>de organizações que são reconhecidas
como representantes das melhores práticas, com a finalidade de melhoria
organizacional”<sup>(8:10)</sup>. </span><span style='font-size:10.0pt;
line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Seu propósito é
determinar, mediante comparações de desempenho e de boas práticas, a
possibilidade de aperfeiçoar o trabalho desenvolvido em uma organização<sup> (9)</sup>.
</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span lang=PT
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Nesta</span><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>
pesquisa objetivou-se avaliar a estrutura e processos dos BLH paranaenses tendo
por base a RDC-171/2006 e o manual da ANVISA<sup>(</sup></span><sup><span
lang=PT style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;
color:windowtext'>2)</span></sup><span style='font-size:10.0pt;line-height:
200%;font-family:Verdana;color:windowtext'> sobre o seu funcionamento.
Utilizou-se a técnica de <i>benchmarking</i> com os BLH, com a justificativa de
que as melhores práticas em conformidade com as referidas normativas,
identificadas entre eles, servissem de referência ao aperfeiçoamento dos
demais. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>MÉTODO
</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>A
pesquisa foi precedida da aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Setor de Saúde
da Universidade Federal do Paraná, sob o registro CEP/SD: 700.035.09.05; CAAE
0013.0.091.000-09. Os BLH foram incluídos na pesquisa após autorização dos
gestores de cada instituição, assim como os sujeitos participaram dela após assinarem
o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Trata-se
de um estudo comparativo em que foi realizada uma avaliação normativa<sup>(6)</sup>,
de abordagem quantitativa, sob a perspectiva da gestão. A coleta de dados foi
realizada no período de maio a outubro de 2009 nos BLH paranaenses, mediante a
aplicação das técnicas de observação sistemática não-participante e
questionário. As unidades avaliadas foram oito BLH paranaenses codificados,
aleatoriamente, sob a numeração de 1 a 8. Os sujeitos foram os coordenadores de
BLH ou representantes autorizados pela instituição. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Utilizou-se
como método de procedimento o <i>benchmarking</i>, com aplicação de suas
primeiras etapas, planejamento e análise<sup>(9)</sup>. O tipo de <i>benchmarking</i>
adotado foi o funcional<sup>(8)</sup>, pois foram avaliados os BLH do estado do
Paraná e comparados entre si.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Os
dados coletados constituíram uma base de dados em planilha eletrônica. Para
cada BLH foram analisados, separadamente, os dados relativos às dimensões de
estrutura e processo, e foi identificado em que medida eles atendem aos itens
dispostos nas normativas.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>RESULTADOS
</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>O
percentual de conformidades em relação às normas variou de 72,63% a 85,79%
entre os bancos paranaenses. Como não-conformidades em relação às normas,
consideraram-se as avaliações ‘não’ e ‘em parte’ para cada item avaliado. O
percentual de não conformidades variou de 14,21% a 27,37% entre os bancos. A
média de ocorrência de não-conformidades entre os BLH foi de 21, 05%. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Em
relação aos aspectos legais, nenhuma das instituições de saúde apresentou
Licença Sanitária atualizada, <span class=apple-style-span><span
style='color:windowtext'>documentação relativa a convênios com instituições que
fornecem ou recebem LH ordenhado dos BLH avaliados, nem tampouco</span></span>
cópia do Plano de Gerenciamento de Resíduos aprovado pela Vigilância Sanitária<span
class=apple-style-span><span style='color:windowtext'>.</span></span> </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Em
nenhum dos BLH paranaenses o responsável técnico é graduado em tecnologia de
alimentos, conforme aponta a RDC n°171/2006<sup>(5)</sup>. Quem realmente se
responsabiliza pelos processos realizados são os profissionais de nível
superior lotados no BLH.</span><span style='font-size:10.0pt;line-height:200%;
font-family:Verdana'> </span><span style='font-size:10.0pt;line-height:200%;
font-family:Verdana;color:windowtext'>No BLH 5 o responsável técnico pelo
serviço perante a Vigilância Sanitária é um médico, que também é o diretor
clínico da instituição. Nos demais, o responsável técnico é um nutricionista
(BLH 1, 3, 6) ou enfermeiro (BLH 2, 4, 7, e 8).</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Enfermeiros,
técnicos e/ou auxiliares de enfermagem atuam em 100% dos BLH, sendo que os
primeiros respondem pela coordenação do BLH em 62,5% deles (BLH 2, 4, 5, 7 e 8)
. Somente em dois bancos (BLH 5, 7) não há nutricionistas lotados no serviço,
que se responsabilizam pelo processamento de leite humano, incluindo seleção,
classificação e pasteurização. Na indisponibilidade desses, os enfermeiros se
reponsabilizam por tais processos. Em relação ao profissional farmacêutico
bioquímico, no BLH 5 há u que atua exclusivamente nas suas dependências, no
qual realiza os exames relativos à seleção do LH. Nos demais, esses exames são
feitos por profissionais que executam a pasteurização, como auxiliares e
técnicos de enfermagem, nutricionistas, enfermeiras e auxiliares de nutrição.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Observa-se
que, em determinados BLH (3, 6 e 8),  a ausência de profissionais é preenchida
por estagiários de nível médio, de graduação ou já graduados e,ainda, por
voluntários. Eles não tem vínculo empregatício e atuam temporariamente no
serviço. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>O
maior percentual de profissionais capacitados pelo Curso de ‘Processamento e
Controle de Qualidade do Leite Humano Ordenhado’ foi de 83,3%, verificado no
BLH 3. Nos BLH 1, 2, 7 e 8 há, respectivamente, somente um funcionário
capacitado neste curso. Por sua vez, embora o curso ‘Promoção, Proteção e Apoio
ao Aleitamento Materno no BLH contou com a participação da totalidade do quadro
de pessoal em quatro BLH (4, 5, 6, 7), em um dos bancos paranaenses(BLH 2)
nenhum funcionário foi capacitado.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Entre
as não-conformidades observadas nos elementos da estrutura física encontram-se:
inexistência de vestiário contíguo à sala de ordenha e coleta para doadoras
(BLH 2 e 3); de sala de estocagem de leite humano ordenhado cru e leite humano
ordenhado pasteurizado (BLH 2 e 7); e, de sala de recepção de coleta externa
(em todos os BLH).</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Em
relação a processos, em todos os BLH não há médicos para realizarem a seleção
de doadoras. Esta seleção é realizada por enfermeiros ou nutricionistas.</span><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana'> Por sua vez, os</span><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>
registros de doadoras encontram-se incompletos nos BLH 6 e 8.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>O
BLH1 não realiza controle de temperatura das caixas isotérmicas e nem a supre
de gelo reciclável em quantidade suficiente. Os demais BLH realizam o referido
controle, mas não em conformidade com as normas. Em todos os BLH não são exigidos
dos fornecedores os certificados de análise de insumos e reagentes adquiridos
para uso nos exames.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Constatou-se
que somente em dois BLH (3 e 4) há procedimentos operacionais padrão (POP) para
a orientação dos funcionários. Observou-se nos demais (75%) a ausência de POP
relativos à distribuição de LH (BLH 1 e 7), porcionamento de LH ordenhado
pasteurizado (BLH 1, 2 e 6), limpeza e desinfecção de mobiliários  (BLH 8) e degelo
de LHOP para consumo (BLH 5 e 6). </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Entretanto,
as melhores práticas, que vão além do que é determinado pelas normativas, foram
encontradas em diferentes bancos de leite humano paranaenses. Destaca-se o BLH
5, no qual há maior número de profissionais de enfermagem, constituído de dois
enfermeiros, seis auxiliares; um profissional de apoio administrativo, graduado
em administração, responsável pelas rotinas administrativas; e, um farmacêutico
com atuação exclusiva nas suas dependências. Nos BLH 3 e 6 há nutricionista que
atua exclusivamente no serviço. O BLH 1 possui sistema informatizado para
registros de dados da unidade. O BLH 4 participa do Programa de Controle de
Qualidade da RedeBLH. Nos BLH 6 e 7 são realizadas auditorias internas ou
externas de controle de qualidade. O BLH 3 realiza uma vez na semana visitas
semanais às doadoras com dificuldades, ou que estão iniciando a doação, como
uma estratégia de captação de doadoras e incentivo à continuidade da doação. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>DISCUSSÃO</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Tendo
por base a RDC-171/2006<sup>(5)</sup> e o Manual de Funcionamento de BLH<sup>(2)</sup>
da ANVISA, foram avaliados aspectos de estrutura: os recursos físicos,
materiais, humanos e as formas de organização e funcionamento; de processo:
registros de doadoras; ordenha; transporte; armazenamento e pré-estocagem
(conservação da rede de frio); seleção de LH (crematócrito e acidez Dornic);
processamento (pasteurização); estocagem; manutenção de equipamentos;
registros; assistência à saúde do trabalhador; controle microbiológico do LHP;
e, controle de infecção hospitalar. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Em
média, constatou-se a ocorrência de 21,05% de não-conformidades entre os BLH. Em
relação à estrutura, todas as instituições (100%) estão com a licença sanitária
atrasada; não realizam convênios ou contratos entre instituições fornecedoras
de LH ordenhado cru e receptoras de LH pasteurizado; descumprem totalmente a
exigência de manutenção de cópia do Plano de Gerenciamento de Resíduos aprovado
pela Vigilância Sanitária, não tem 100% de funcionários capacitados no curso de
Processamento e Controle da Qualidade em BLH. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
class=apple-style-span><span style='font-size:10.0pt;line-height:200%;
font-family:Verdana;color:windowtext'>A existência de licença sanitária está
relacionada a condições da instituição na quais os BLH estão inseridos, uma vez
que este</span></span><span style='font-size:10.0pt;line-height:200%;
font-family:Verdana;color:windowtext'> documento autoriza o funcionamento do hospital
e todos os seus setores e <span class=apple-style-span><span style='color:windowtext'>comprova
que o estabelecimento foi inspecionado e atendeu às exigências das normas de
boas práticas estabelecidas pela ANVISA e fiscalizadas </span></span>pelos
serviços de <span class=apple-style-span><span style='color:windowtext'>Vigilância
Sanitária (VISA) correspondentes</span></span><sup>(5)</sup><span
class=apple-style-span><span style='color:windowtext'>.</span></span></span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
class=apple-style-span><span style='font-size:10.0pt;line-height:200%;
font-family:Verdana;color:windowtext'>Os contratos são instrumentos legais que poderiam
regular as relações de parceria entre o BLH e as instituições fornecedoras de
LH ordenhado cru e receptoras de LH pasteurizado. Uma vez estabelecidos,
definiriam os serviços a serem realizados e seus respectivos responsáveis, com
vistas a contribuir para a efetividade de objetivos comuns.</span></span><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>
</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Quanto
ao Plano de gerenciamento de resíduos, todo BLH deve manter disponível para
apresentação às autoridades, assim como todos os demais documentos<sup>(5)</sup>.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Observou-se
diversidade entre os quadros de pessoal dos BLH paranaenses, com predominância
de profissionais enfermeiros, técnicos e/ou auxiliares de enfermagem em todos
eles. A presença do enfermeiro é garantida pela legislação profissional<sup>(11)
</sup>em cujo Art. 15 assegura a este profissional a supervisão e orientação de
atividades dos profissionais e auxiliares de enfermagem, quando exercidas em
instituições de saúde, públicas e privadas, e em programas de saúde. No BLH, a
equipe de enfermagem atua em todos os atendimentos individuais a gestantes e
lactantes, em consulta de enfermagem, e também no processamento de LH.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Observa-se
a inconveniência da contratação de estagiários para suprir deficiências de
funcionários no corpo funcional próprio do serviço. Conforme a RDC 171/2006 dispõe
no item 5.2.1, os BLH e os postos de coleta de leite humano necessitam de
estrutura organizacional em que estejam bem definidos os cargos e funções de
pessoal, assim como sua qualificação e responsabilidades<sup>(5)</sup>. A presença
de estagiários e voluntários atuando na ausência de profissionais efetivamente
contratados remete ao questionamento sobre o seu comprometimento com o trabalho
e a instituição e capacitação para um serviço qualificado. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Por
outro lado, com a carência de recursos humanos, os voluntários colaboram em
atividades diárias, fato que diminui, temporariamente, a carga de trabalho dos
funcionários. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Quanto
à seleção de doadoras, a RDC 171/2006 recomenda que seja de “[...]
responsabilidade do médico responsável pelas atividades médico-assistenciais do
BLH”<sup>(5)</sup>. Nos BLH paranaenses este processo é realizado por
enfermeiros ou nutricionistas.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Todos
os funcionários lotados em BLH devem estar capacitados para trabalhar no
processamento de LH. Consequentemente, estes serviços devem manter disponíveis
os registros de formação e qualificação de seus profissionais, assim como
promovam educação permanente aos seus profissionais, devidamente documentada<sup>(5)</sup>.
A capacitação mínima exigida para atuação nas atividades de processamento e
controle de qualidade em BLH implica comprovação de realização de cursos de
‘Processamento e Controle de Qualidade do Leite Humano Ordenhado’ e de ‘Gestão
pela Qualidade em BLH’ pelos funcionários. Para atividades assistenciais, é
exigido o Curso ‘Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno em BLH’, que
deve ser promovido pelos Centros de Referências Estaduais<sup>(2)</sup>.
Destaca-se que este curso prepara profissionais a estimularem e orientarem mães
a amamentarem seus filhos e a se tornarem doadoras, de modo a suprirem o BLH
com um fluxo contínuo e crescente de LH. Assim o banco poderá atender as
necessidades de leite humano dos recém-nascidos em sua própria instituição
mantenedora, bem como estocá-lo e distribuí-lo para outras instituições<sup>(12)</sup>.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>A
capacitação de funcionários para a manipulação de alimentos é fundamental para
o controle de microrganismos indesejáveis nas matérias-primas utilizadas na
dieta humana. Isso é particularmente importante no que concerne ao LH, por não
possuir proteção física que impeça o acesso da microbiota aos seus nutrientes,
como aqueles microorganismos provindos de contaminantes secundários advindos do
ambiente, de utensílios, das doadoras e dos profissionais do BLH<sup>(2)</sup>.
Deste modo, o leite humano pode ser fonte de transmissão de microorganismos
patogênicos se não for manipulado sob condições adequadas.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Há
necessidade de os coordenadores supervisionarem o controle de temperatura das
caixa isotérmicas de acordo com as normas vigentes<sup>(5)</sup>,
supervisionarem os registros de doadoras de modo a garantir que sejam completos,
e obterem dos fornecedores os certificados de análise de insumos e reagentes
adquiridos para uso nos exames, de modo a assegurar a qualidade dos processos
produtivos envolvidos.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>CONCLUSÃO</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Foram
identificados pontos frágeis e fortes nas práticas de todos os oito BLH
paranaenses. Não foram identificadas não-conformidades em relação aos processos
de ordenha; estocagem, seleção de LH (crematócrito e acidez Dornic);
processamento (pasteurização);; manutenção de equipamentos; assistência à saúde
do trabalhador; controle microbiológico do LHP; e, controle de infecção
hospitalar.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Há
necessidade de supervisão do registro da temperatura das caixas isotérmicas que
contêm gelo reciclável utilizadas no transporte de leite, garantindo a
manutenção da rede de frio. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>As
não conformidades apontam para a necessidade de seus respectivos gestores manterem
atualizadas e disponíveis as documentações legais para o funcionamento do BLH, suprirem-nos
com materiais, equipamentos e elementos essenciais da planta física e com
profissionais com vínculo empregatício, qualificados e de acordo com as
exigências legais; investirem em treinamento gerencial e técnico, e elaboração
de procedimentos operacionais padrão e supervisão dos registros e cumprimento
das normas vigentes. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Sendo
assim, todos os BLH devem incrementar esforços para elevação do percentual de
conformidade às normas da RDC 171/2006<sup>(5)</sup> e às orientações do manual
técnico de funcionamento para BLH<sup>(2)</sup>.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>O
investimento em contratação e capacitação de pessoal se faz indispensável em muitos
dos BLH paranaenses, pois essas unidades ainda operam com quadro funcional
mínimo, o que implica sobrecarga de trabalho e prejuízos a atividades inerentes
ao BLH, como menor envolvimento em atividades de proteção, promoção e apoio ao
aleitamento materno. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span lang=PT
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Tendo
em vista as diversas normatizações que orientam os BLH a como devem se
estruturar e desenvolver seus processos, a fim de que obtenham como resultado a
produção e distribuição de leite humano com qualidade à sua clientela,
infere-se que são necessários acompanhamento e avaliações que apontem para o
seu aprimoramento contínuo.</span><span style='font-size:10.0pt;line-height:
200%;font-family:Verdana;color:windowtext'> Sugere-se que sejam feitas
auditorias internas periódicas que possibilitem a análise dos processos.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Destaca-se
que enfermeiros respondem pela Coordenação de BLH na maioria dos bancos
paranaenses. Para uma gestão eficiente da produção láctea e do cuidado a
doadoras e nutrizes, com qualidade e segurança, faz-se mister que desenvolvam
competências para a condução de processos avaliativos sistematizados,
periódicos, e inovadores. Avaliações normativas e comparativas de bancos de
leite humano, desenvolvidas de forma periódica,  viabilizam a identificação de
melhores práticas e apontam estratégias para melhorar o desempenho dessas
unidades.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>As
melhores práticas identificadas neste estudo apontam o compromisso dos BLH em
buscarem alternativas criativas e inovadoras para aperfeiçoar sua estrutura e processos,
as quais superam as normativas vigentes. </span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>Os
resultados obtidos foram apresentados aos coordenadores dos BLH na Comissão
estadual em 2011. Forneceram à gestão a informação da posição do BLH em relação
às melhores práticas em bancos paranaenses quanto aos aspectos da estrutura e
processo. Apontaram como suas práticas poderão ser aperfeiçoadas com vistas à
melhoria contínua da qualidade do serviço, e consequentemente, o atendimento
seguro da clientela, com benefícios à sua saúde. Também forneceram subsídios
relevantes para a política pública estadual na área de aleitamento materno,
principalmente em termos de investimento e incentivo.</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>REFERÊNCIAS</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='text-align:justify;line-height:200%'><b><span
style='font-size:10.0pt;line-height:200%;font-family:Verdana;color:windowtext'>&nbsp;</span></b></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>1.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span
lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Maia PRS
et al. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Rede
Nacional de Bancos de Leite Humano: gênese e evolução. </span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Rev Bras Saúde Matern Infant.</span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'> 2006; 6
(3):183-4. </span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>2.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Ministério da
Saúde (Brasil), Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Banco de
leite humano: funcionamento, prevenção e controle de riscos. Brasília: ANVISA;
2008.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span lang=PT
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>3.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Maia PRS, Novak
FR, Almeida JAG de, Silva DA da.  Sistema de gestão do conhecimento para rede
nacional de bancos de leite humano. </span><span lang=PT style='font-size:10.0pt;
font-family:Verdana'>Ciênc Saúde Coletiva.</span><span lang=PT
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'> 2005; 10:121-32.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span lang=EN-US
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>4.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span
lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:#111111;
background:white'>M</span><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:
Verdana'>oreira</span><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:
Verdana;color:#111111;background:white'> M, Lopes R. Breast-feeding: historical
aspects of the Brazilian public politics.<span class=apple-converted-space>&nbsp;</span></span><span
lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Online Braz J Nurs.<b> </b>[<strong><span
style='font-weight:normal'>periodic online</span></strong></span><span
lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:#111111;
background:white'>]. 2007. [cited 2012 feb 15]  Available from: http://www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/j.1676-4285.2007.842/204.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>5.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp; </span></span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Ministério da
Saúde (Brasil), Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Resolução
RDC n° 171, de 04 de setembro de 2006. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para
o funcionamento de Bancos de Leite Humano. Diário Oficial da União; Poder
Executivo, de 05 de setembro de 2006. </span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span lang=ES
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>6.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp; </span></span><span lang=FR
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Contandriopoulos
AP et al. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>A
avaliação na área da saúde: conceito e métodos. In: Hartz ZMA. (Org.).
Avaliação em Saúde: dos modelos conceituais à prática na análise da implantação
de programas. </span><span lang=ES style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;
color:windowtext'>Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 1997. p.29-47.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span lang=ES
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>7.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp; </span></span><span
lang=ES-TRAD style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Donabedian
A. Garantía y monitoría de la calidad de la atención médica. </span><span
lang=ES style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>México:
Instituto Nacional de Salud Publica; 1992.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>8.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span
lang=PT style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Spendolini
MJ. Benchmarking. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;
color:windowtext'>São Paulo: Makron Books; 1993.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>9.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Tribunal de
Contas da União (Brasil). Técnicas de Auditoria: Benchmarking. Brasília: TCU,
Coordenadoria de Fiscalização e Controle; 2000.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt'><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>10.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp; </span></span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Camp RC.
Benchmarking: identificando, analisando e adaptando as melhores práticas da
administração que levam à maximização da performance empresarial - o caminho da
qualidade total. 3ª.ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning; 2002.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;background:white'><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>11.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp; </span></span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>BRASIL. Lei n.
7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do  exercício da
enfermagem e dá outras providências. Diário Oficial [da] República </span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;background:white'><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>12.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp; </span></span><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Federativa do
Brasil, Brasília, DF, 26 jun. 1986. Seção 1, p. 1.</span></p>

<p class=MsoNormal style='margin-top:2.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:2.0pt;
margin-left:18.0pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;background:white'><span
lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>13.<span
style='font:7.0pt "Times New Roman"'>&nbsp; </span></span><span class=nfase1><span
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>Pereira CG,
Cardoso MVLML, Silva GRF da, Bezerra MGA. </span></span><span lang=EN-US
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>How and why to be
human milk donor? A descriptive study. </span><span lang=EN-US
style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Online Braz J Nurs </span><span
lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:windowtext'>[periodic
online] 2008; 7(3) [cited 2011 mar 30]. Available from: <a
href="http://www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/j.1676-4285.2008.1774/425">http://www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/j.1676-4285.2008.1774/425</a>.</span></p>

<p><span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black'>&nbsp;</span></p>

<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black'>Recebido:
14/08/2011</span></p>

<p><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;color:black'>Aprovado:
09/04/2012</span></p>

</div>

</body>

</html>
