Online Brazilian Journal of Nursing | ISSN: 1676-4285
Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa – UFF
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ARTIGO ORIGINAL
Cartilha educativa para promoção da imunização contra a COVID-19: construção e validação
Isabele Silva dos Santos1, Richardson Augusto Rosendo da Silva1, Alessandra Conceição Leite Funchal Camacho2, Jose Rebberty Rodrigo Holanda1, Thais Targino Ferreira1, Sérgio Danillo Santana de Lima Juraci1, Janmilli da Costa Dantas1, Harlon França de Menezes2
1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.
2 Universidade Federal Fluminense (UFF), Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde. Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.
RESUMO
Objetivo: descrever o processo de construção e validação de uma cartilha educativa, destinada para a população em geral, sobre as vacinas contra a COVID-19 disponíveis no Brasil. Método: estudo metodológico, realizado entre agosto de 2022 a julho de 2023, operacionalizado em três etapas, sendo essas: (1) revisão de literatura, (2) construção de cartilha educativa e (3) validação de conteúdo por juízes especialistas através da técnica Delphi online em duas rodadas. Participaram 56 profissionais de saúde, recrutados por meio da Plataforma Lattes e pela técnica de bola de neve. Consideraram-se como validados os itens com Índice de Validade de Conteúdo ≥ 0,80 e Índice Kappa ≥ 0,70. Aplicaram-se os Testes de Mann-Whitney e Alpha de Cronbach. Resultados: a verificação da validação da cartilha na rodada Delphi 1 teve como média global o valor de 0,88 e Kappa de 0,91. Houve sugestões de melhorias na primeira versão que foram acatadas e, a cartilha foi novamente submetida para a Delphi 2, tendo índices no valor de 1. O Teste de Mann-Whitney revelou diferença significativa e Alpha de Cronbach demonstrou alta confiabilidade. Conclusão: a cartilha “Vacinação contra a COVID-19: o que você precisa saber?” possui validade de conteúdo adequada para a promoção da imunização contra a COVID-19.
Descritores: Vacinas contra COVID-19; Educação em Saúde; Estudo de Validação; Pesquisa Metodológica em Enfermagem; Movimento contra Vacinação.
Como citar: Santos IS, Silva RAR, Camacho ACLF, Holanda JRR, Ferreira TT, Juraci SDLS, et al. Educational booklet for the promotion of immunization against COVID-19: construction and validation. Online Braz J Nurs. 2024;24:e20246809. https://doi.org/10.17665/1676-4285.20246809 |
INTRODUÇÃO
Após classificar o novo surto de coronavírus como uma emergência de saúde pública, em nível internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou diversas medidas de combate e controle da pandemia, entre essas foram propostas a aceleração de vacinas, medidas terapêuticas e diagnósticos(1).
O impacto humanitário e econômico provocado pela coronavirus disease 2019 (COVID-19) impulsionou a utilização de novas plataformas de tecnologia de vacinas para acelerar as pesquisas. Através do engajamento e investimento dos países desenvolvidos, indústrias farmacêuticas e organizações não governamentais, diversos projetos de desenvolvimento de vacinas foram registrados na OMS. Nessa perspectiva, em meados de março de 2020, a primeira candidata a vacina iniciou os testes clínicos em humanos(2).
No Brasil, as vacinas distribuídas para a Campanha Nacional de Imunização foram: a vacina adsorvida COVID-19 (inativada) Coronavac - do fabricante Sinovac em parceria com o Instituto Butantan; a vacina COVID-19 (recombinante) Oxford/AstraZeneca - fabricada no Brasil em parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica AstraZeneca; a vacina COVID-19 (mRNA) Pfizer - do fabricante Pfizer/Wyeth e, por fim, a vacina COVID-19 (recombinante) Janssen - do fabricante Janssen. Todas obtiveram autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o órgão regulamentador nacional, que aprovou o uso na população brasileira, após atestar sua segurança e eficácia(3).
Nesse cenário, em função da aceleração inédita na produção e testagem da eficácia das vacinas, várias informações falsas começaram a circular em diversos canais de comunicação, mesmo antes da aprovação para uso em larga escala na população. Essas informações distorcidas foram fomentadas por movimentos anti-vacinas e negacionistas da pandemia, representados por pessoas comuns, imprensa e até mesmo autoridades políticas(4-5).
Diante deste cenário, a divulgação de informações claras, consistentes e baseadas em evidências científicas foi fundamental para a conscientização da população sobre a imunização contra a COVID-19(6). Nesse contexto, o presente estudo se justifica pela necessidade da criação de uma cartilha de educação em saúde, que viabilizasse a compreensão e adesão da população às recomendações de prevenção e combate a essa doença. A relevância do estudo se centra na importância da utilização de tecnologia educacional validada, como uma forma segura e apropriada de obtenção de informações, bem como seu potencial de disseminar o conhecimento científico através de uma linguagem popularmente acessível.
Dessarte, o objetivo deste estudo é descrever o processo de construção e validação de uma cartilha educativa, destinada para a população adulta, sobre as vacinas contra a COVID-19.
MÉTODO
Aspectos éticos
Esta pesquisa foi conduzida respeitando os padrões éticos exigidos, e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, recebendo o parecer 4.908.881.
Tipo de estudo
Trata-se de um estudo metodológico, operacionalizado em três etapas, sendo essas: (1) revisão de literatura, (2) construção de cartilha educativa e (3) validação de conteúdo por juízes especialistas(7-9). Seguiu-se o guia Revised Standards for Quality Improvement Reporting Excellence (SQUIRE 2.0). O estudo foi realizado entre dezembro de 2023 a abril de 2024.
Protocolo do estudo
Na primeira etapa, as bases eletrônicas consultadas foram: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Web of Science e Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), National Library of Medicine (PUBMED); e Scopus; tendo sido acessadas pela plataforma Periódicos CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) por meio do acesso CAFe (Comunidade Acadêmica Federada). Além disso, a literatura cinzenta foi consultada por meio de manuais, como o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação no Brasil e o Informe Técnico Operacional Vacinação Contra a COVID-19, também as bulas das vacinas, publicadas pelo Ministério da Saúde e pela ANVISA em seus sítios eletrônicos, bem como as orientações da OMS.
Para elaboração da questão norteadora foi utilizada a estratégia PICO (P: população]; I: intervenção [educação em saúde/informações com evidências científicas para promoção da imunização contra COVID-19]; C: contexto [relação entre imunização e COVID-19]; O: desfecho [tecnologia educacional/cartilha educativa]). Assim, a questão foi: quais informações com evidências científicas devem ser elencadas em uma cartilha educativa para promover a imunização contra a COVID-19, destinada para a população em geral?
Foram utilizados como critérios de inclusão: artigos que abordam as características das vacinas disponíveis para uso na população e as evidências de sua eficácia, artigos que tratavam das fake news envolvendo as vacinas, e que estavam disponíveis na íntegra nas bases supracitadas. Foram excluídos os que não responderam às questões norteadoras ou que não atenderam aos objetivos.
Para a busca foram utilizados os descritores indexados na Medical Subject Heading (MeSH), por meio dos operadores booleanos AND e OR, da seguinte maneira: “COVID-19 Vaccines” AND “Efficacy” AND “Anti-Vaccination Movement” OR “Anti-Vaccination Movement”. Após a aplicação dos filtros, e leitura dos títulos e resumos dos estudos, foi realizada a leitura na íntegra das publicações previamente selecionadas, e identificadas aquelas que compuseram a amostra final para subsidiar a construção da cartilha.
Quanto às publicações dos portais oficiais do Ministério da Saúde, ANVISA e OMS, foram selecionadas as publicações mais atuais pertinentes ao tema, as que continham dados estatísticos sobre a eficácia das vacinas e as orientações para a população em geral. Foram descartadas as desatualizadas ou retificadas por uma publicação posterior.
Na segunda etapa, a construção da cartilha ocorreu a partir da reunião das principais informações inerentes à campanha de vacinação contra COVID-19 no Brasil. A ilustração e diagramação do conteúdo da cartilha foram realizadas pela pesquisadora principal na plataforma facilitadora de design gráfico Canva, que fornece ilustrações prontas para uso, além de recursos gráficos variados, para tornar o conteúdo da cartilha mais lúdico.
Na terceira etapa ocorreu a validação do conteúdo da cartilha por especialistas, através da técnica Delphi em duas rodadas online. O conteúdo foi organizado em um instrumento, através de um formulário estruturado, disponível online na página da ferramenta Google Forms, e resultou na versão final da cartilha, após terem sido consideradas e incorporadas as sugestões de melhorias apresentadas por parte dos juízes.
Como estratégia para a seleção de juízes especialistas para a segunda etapa, foi utilizado o sítio eletrônico da Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) como local do estudo. Para tanto, o tamanho da amostra foi definido a partir da fórmula n0 = (Z1 – α/2. S/e). O Z1 – α/2 se configura como o nível de confiança (95% = 1,96), o S equivale ao desvio padrão, sendo considerado nesse cálculo o valor de 0,17, e por fim, a variável “e” significa o erro amostral, sendo utilizado o valor de 5%(10). O tamanho da amostra ideal foi de 45 juízes.
Nesta etapa, a amostra foi composta por especialistas, a partir dos seguintes critérios de inclusão: mestres e doutores, com artigos publicados, sobre ensino e assistência nas áreas de Educação em Saúde e/ou Educação Popular em Saúde, com foco em doenças infecciosas e/ou imunização.
Após a seleção dos juízes, foram enviados uma carta-convite, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e o formulário na ferramenta Google Forms com o material a ser validado, via e-mail. Considerando a dificuldade em selecionar os juízes e obter os resultados em tempo hábil, após o primeiro envio, também foi utilizada a “técnica de bola de neve”, para contato com outros juízes que atuam na área do estudo e se enquadram nos critérios de inclusão. Estipulou-se o prazo de 30 dias para avaliação da cartilha e preenchimento do instrumento.
O instrumento submetido aos especialistas foi composto por três partes. A primeira parte possuía questionamentos para caracterização dos juízes. A segunda parte foi composta por variáveis da cartilha, avaliadas por meio da escala tipo Likert com pontuação de 1 a 5, sendo: 1) totalmente inadequado; 2) inadequado; 3) nem adequado, nem inadequado; 4) adequado e 5) totalmente adequado; em que os itens 4 e 5 foram considerados concordantes(11).
Após cada tópico avaliado por meio da escala tipo Likert foi disponibilizado um espaço aberto para aplicação das sugestões dos juízes(12).
Por fim, a terceira etapa foi composta pelo parecer final da cartilha, com a avaliação geral baseada nos seguintes critérios: pertinência prática, clareza da linguagem, objetivos, apresentação, conteúdo, atualização, relevância teórica, sequência dos tópicos e nota global atribuída à cartilha. Todos os itens foram dispostos para avaliação em uma escala de 1 a 10, utilizando a técnica de Delphi(13).
Análise dos dados
Para avaliar a relevância/representatividade, as respostas incluíram: 1 = não relevante ou não representativo, 2 = item necessita de grande revisão para ser representativo, 3 = item necessita de pequena revisão para ser representativo, 4 ou 5 = item relevante ou representativo.
O escore do índice foi calculado por meio da soma de concordância dos itens que foram marcados com 4 ou 5 pelos especialistas. Os que receberam pontuação 1, 2 ou 3 foram revisados ou eliminados. Dessa forma, o Índice de Validade de Conteúdo (IVC) tem sido também definido como a proporção de itens que recebeu uma pontuação de 4 ou 5 pelos especialistas. Após a análise da primeira rodada Delphi, foram alterados os itens que não obtiveram valores de IVC dentro dos parâmetros estabelecidos como aceitáveis, de acordo com as sugestões dos juízes, em seguida, o instrumento foi novamente submetido aos especialistas (Rodada Delphi 2).
Para a validação de conteúdo, as avaliações dos juízes foram inseridas em uma planilha, na qual foram verificadas as pontuações atribuídas a cada item para determinar o nível de concordância entre esses, sendo calculado o IVC para cada um dos itens, o I-CVI (Validade de Conteúdo dos Itens Individuais), e para o conjunto total de itens da cartilha (IVC Global).
O índice Kappa foi utilizado para medir a confiabilidade da opinião dos juízes e avaliar a proporção de concordância entre esses que, variou de “menos 1” a “mais 1”. O limite máximo de κ foi 1, o que representou o acordo perfeito entre os juízes, portanto, quanto mais próximo de 1, melhor o nível de concordância entre os participantes. Como critério de aceitação foi estabelecida a concordância ≥ 0,70 entre os juízes, considerada como um nível bom(14).
Foi considerado o padrão de avaliação: IVCi igual a 1,00 – perfeito, IVCi entre 0,81 e 0,99 – ótimo, IVCi entre 0,61 e 0,80 – bom, e IVCi 0,41 a 0,60 – regular. Os IVCi menores ou iguais a 0,60 foram eliminados, ou modificados os itens da cartilha. Na ausência de concordância aceitável entre os especialistas para um número suficiente de itens previstos para a versão final do instrumento, a repetição do processo de avaliação pelos especialistas foi realizada (Rodada Delphi 2), conforme recomendado, até que este nível de concordância fosse alcançado. Consideraram-se como validados os itens com IVC maior ou igual a 0,80(15).
Foi aplicado o Teste de Mann-Whitney para verificar a significância entre as rodadas Delphi 1 e 2. Por fim, para a verificação da confiabilidade interna das avaliações dos especialistas foi calculado o coeficiente Alpha de Cronbach para cada dimensão, considerados aceitáveis valores de α ≥ 0,70 e de alta confiabilidade os α ≥ 0,80(16).
RESULTADOS
Após a busca dos artigos, nas bases de dados supracitadas, foram encontrados 337 estudos. Ao aplicar os filtros de artigos publicados, nos últimos três anos, em português, inglês e espanhol, e que estavam disponíveis na íntegra, obteve-se um total de 222 artigos. A partir desses foi realizada a leitura de títulos e resumos, e o descarte dos artigos duplicados e que não se encaixaram nos critérios de inclusão.
Ao final desta etapa se obteve um total de 37 artigos para leitura na íntegra. Posteriormente, com a leitura completa dos trabalhos, foram selecionados seis artigos para compor a construção da revisão, conforme apresenta a Figura 1.
Figura 1 – Fluxograma da busca nas bases de dados e seleção dos estudos. Natal, RN, Brasil, 2024
Na etapa de construção da cartilha foi realizada a elaboração textual, a partir do conteúdo reunido, seguida da aplicação das ilustrações adequadas e diagramação do conteúdo. A versão final da cartilha, intitulada “Vacinação contra a COVID-19: o que você precisa saber?”, totalizou 25 páginas compostas por capa; contracapa/ficha catalográfica; introdução que aborda como funcionam as vacinas e a importância de se vacinar; quais vacinas estão disponíveis para uso no Brasil; mecanismos de ação, posologia, eficácia, faixa etária autorizada e efeitos adversos de cada vacina; perguntas e respostas que combatem as notícias falsas e, por fim, uma lista de referências. Na figura 2, está representada a capa e o sumário da cartilha validada como produto final, tendo o link a seguir, sua versão completa: https://www.canva.com/design/DAEmLIIiNKo/Q-3uUzT3kFDc67WbERELAw/edit?utm_content=DAEmLIIiNKo&utm_campaign=designshare&utm_medium=link2&utm_source=sharebutton
Figura 2 – Representação da capa e do sumário versão final da cartilha. Natal, RN, Brasil, 2024
Na primeira rodada de validação da cartilha, 56 especialistas participaram, sendo 48 (85,7%) do sexo feminino, na faixa-etária entre 30 e 39 anos, sendo 47 (84%) enfermeiros; seis (10,7%) eram médicos; e três (5,3%) eram odontólogos. A amostra da segunda versão da cartilha foi composta por 45 participantes, sendo 39 (86,7%) do gênero feminino com idade entre 30 e 39 anos e 40 (88,9%) enfermeiros.
A verificação da validação, na primeira versão da cartilha, ocorreu pelo cálculo do IVC, tendo como média global do IVC o valor de 0,88, considerado ótimo pelos critérios anteriormente estipulados, nos quais os valores individuais de I-CVI variaram de 0,68 a 0,95, e com um índice Kappa ótimo (0,91). O IVC global correspondente à segunda versão da cartilha obteve o valor de 1, considerado perfeito. Todos os valores de I-CVI foram satisfatórios, houve unanimidade na validação, e o índice Kappa 1, considerada a concordância perfeita entre os juízes. Através do teste de Mann-Whitney, para um nível de significância de 5%, tendo sido identificadas evidências de diferença estatística da Delphi 1 com a Delphi 2 nos itens analisados, com melhor avaliação na segunda rodada, conforme exposto na Tabela 1.
Itens |
Delphi 1 |
Delphi 2 |
p valor‡ |
||||
N |
(%)* |
I-CVI † |
N |
(%)* |
I-CVI † |
||
1. Capa – página 1 |
56 |
89 |
0,89 |
45 |
100 |
1 |
0,012 |
2. Introdução – página 3 |
56 |
88 |
0,88 |
45 |
100 |
1 |
0,026 |
3. Vacinas disponíveis no Brasil – página 4 |
56 |
89 |
0,89 |
45 |
100 |
1 |
0,012 |
4. Vacina Pfizer – página 5 |
56 |
86 |
0,86 |
45 |
100 |
1 |
0,034 |
5. Vacina Pfizer (formulação Pediátrica) – página 6 |
56 |
95 |
0,95 |
45 |
100 |
1 |
0,001 |
6. Vacina Pfizer (formulação baby) – página 7 |
56 |
90 |
0,90 |
45 |
100 |
1 |
0,020 |
7. Vacina Pfizer (formulação Bivalente) – página 8 |
56 |
87 |
0,87 |
45 |
100 |
1 |
0,015 |
8. Vacina Coronavac – página 9 |
56 |
85 |
0,85 |
45 |
100 |
1 |
0,042 |
9. Vacina Oxford/AstraZeneca – página 10 |
56 |
95 |
0,95 |
45 |
100 |
1 |
0,001 |
10. Vacina Janssen – página 11 |
56 |
93 |
0,93 |
45 |
100 |
1 |
0,006 |
11. Aplicação da vacina – página 12 |
56 |
84 |
0,84 |
45 |
100 |
1 |
0,013 |
12. Segurança das vacinas – página 13 |
56 |
95 |
0,95 |
45 |
100 |
1 |
0,001 |
13. Por que vacinar as crianças? – página 14 |
56 |
90 |
0,90 |
45 |
100 |
1 |
0,020 |
14. Por que existe dose de reforço? – página 15 |
56 |
90 |
0,90 |
45 |
100 |
1 |
0,020 |
15. Qual vacina devo tomar? – página 16 |
56 |
89 |
0,89 |
45 |
100 |
1 |
0,032 |
16. As vacinas contém algum componente tóxico? – página 17 |
56 |
85 |
0,85 |
45 |
100 |
1 |
0,042 |
17. Vacinação em gestantes – página 18 |
56 |
91 |
0,91 |
45 |
100 |
1 |
0,007 |
18. Nota Importante – página 19 |
56 |
89 |
0,89 |
45 |
100 |
1 |
0,032 |
19. Vacinação pós infecção – página 20 |
56 |
84 |
0,84 |
45 |
100 |
1 |
0,013 |
20. Manutenção das medidas preventivas– página 21 |
56 |
82 |
0,82 |
45 |
100 |
1 |
0,046 |
IVC global |
|
|
0,88 |
|
|
1 |
|
Índice Kappa |
|
|
0,91 |
|
|
1 |
|
*Percentual de concordância; †Item-Level Contente Validity Index; ‡p valor para o teste de Mann Whitney
Por meio da Alpha de Cronbach foi verificada a confiabilidade dos dados. Pode-se observar que todos os critérios avaliados pelos especialistas obtiveram um alpha acima de 0,80. Sob o ponto de vista desses critérios, a fase 2 apresentou resultados melhores em relação à fase 1, porém em ambas a confiabilidade foi bastante satisfatória, conforme apresentado na Tabela 2.
Tabela 2 - Confiabilidade dos dados em relação aos itens de Avaliação global da primeira e segunda versão da cartilha. Natal, RN, Brasil, 2024 (n=56)
Requisitos de avaliação |
Delphi 1* |
Delphi 2* |
Pertinência prática |
0,848 |
0,948 |
Clareza da linguagem |
0,836 |
0,936 |
Objetivos |
0,840 |
0,940 |
Apresentação |
0,843 |
0,943 |
Conteúdo |
0,841 |
0,971 |
Atualização |
0,866 |
0,966 |
Relevância teórica |
0,850 |
0,950 |
Sequência dos tópicos |
0,900 |
0,980 |
Nota global atribuída à cartilha |
0,878 |
*Alpha de Cronbach
Embora o IVC global, na primeira rodada, tenha sido considerado ótimo (0,88), de acordo com os critérios previamente estabelecidos, houve sugestões pertinentes que contribuíram para a melhoria do material educativo e possibilitaram alcançar um IVC global mais satisfatório. Nessa perspectiva, o material foi novamente submetido para avaliação.
Na rodada Delphi 1, houve sugestões de alterações e melhorias em alguns itens da cartilha, que subsidiaram a construção da segunda versão. Na capa foi sugerido inserir o ponto de interrogação ao fim da frase “o que você precisa saber”, e também a tradução da palavra vaccine na ilustração do frasco ampola da vacina. No item introdutório, foi sugerido pela maior parte dos juízes a redução do texto, para uma introdução mais direta e sucinta. Também foi proposta a remoção do termo “imunidade de rebanho” destacado em vermelho, pois, segundo o especialista, dessa forma chama a atenção e é um termo muito utilizado por negacionistas de vacinas.
Quanto à apresentação das vacinas disponíveis no Brasil para uso na população, foi sugerido atualizar as informações sobre a faixa etária autorizada da vacina Coronavac, a qual já havia sido autorizada para uso em crianças menores de 18 anos, em função da dinâmica da campanha vacinal durante o período de construção e validação da cartilha. Além disso, foi sugerido substituir a cor da fonte do nome dos laboratórios, para melhorar o layout e a visualização dos termos.
Por meio do teste de Mann-Whitney foram obtidas evidências de diferença estatística da fase Delphi 1 para com a 2 nas dimensões de pertinência prática, clareza da linguagem, objetivos, apresentação, conteúdo, atualização, relevância teórica, sequência dos tópicos e nota global atribuída à cartilha, conforme a Tabela 2, que compara as médias entre as duas versões da cartilha, por meio da qual se observou melhor avaliação na fase Delphi 2 nas respectivas variáveis, revelada na Tabela 3.
Tabela 3 - Estatística descritiva da avaliação sobre diversos aspectos da cartilha em relação aos itens de Avaliação global da primeira e segunda versão da cartilha. Natal, RN, Brasil, 2024 (n=56)
Dimensões |
Delphi 1* |
Delphi 2* |
Valor – p |
||
Média |
Desvio-padrão |
Média |
Desvio-padrão |
||
Pertinência prática |
9,41 |
0,73 |
9,89 |
0,31 |
0,001 |
Clareza da linguagem |
9,28 |
0,75 |
9,84 |
0,37 |
0,018 |
Objetivos |
9,22 |
0,64 |
9,85 |
0,49 |
0,023 |
Apresentação |
9,11 |
0,83 |
9,89 |
0,56 |
0,001 |
Conteúdo |
9,32 |
1,02 |
9,89 |
0,79 |
0,001 |
Atualização |
9,21 |
1,07 |
9,88 |
0,35 |
0,002 |
Relevância teórica |
9,11 |
0,88 |
9,89 |
0,23 |
0,041 |
Sequência dos tópicos |
9,08 |
0,79 |
9,88 |
0,29 |
0,019 |
Nota global atribuída à cartilha |
9,02 |
0,75 |
9,89 |
0,41 |
0,001 |
Em 2023, o Ministério da Saúde do Brasil decidiu retirar a vacina AstraZeneca do Programa Nacional de Imunizações. A decisão foi motivada pela estratégia de priorizar vacinas com maior eficácia contra as variantes emergentes do SARS-CoV-2, como as vacinas bivalentes e a introdução de novos imunizantes como a Spikevax da fabricante Moderna. Além disso, a disponibilidade de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que têm demonstrado maior capacidade de adaptação e resposta às novas variantes, influenciou a mudança na composição do Plano Nacional de Imunização (PNI). Com isso, essas informações foram incluídas na versão final da cartilha junto com as atualizações mais recentes do esquema de vacinação do PNI.
DISCUSSÃO
O Brasil é um país que já possuiu grande taxa de imunização em relação aos imunobiológicos disponíveis para a população. No entanto, tem enfrentado um contexto de conflitos ideológicos e políticos, com a presença de movimentos anti-vacinas. Apesar de pouco numerosos, estes movimentos podem afetar o sucesso da campanha de vacinação contra COVID-19 ao criarem e divulgarem fake news relacionadas aos novos imunobiológicos(17-18).
Diante disto, a criação de um material que englobe as informações essenciais sobre as vacinas disponíveis, ao abordar aspectos como a origem, a posologia e os potenciais efeitos colaterais, por meio de uma linguagem acessível e de fácil compreensão, construída com base em evidências científicas e validadas por juízes experts se torna uma ferramenta de educação em saúde. Tal material possui o potencial de beneficiar não apenas os leitores diretos, mas também a população como um todo(19-20).
Por se tratar de um material voltado para a população geral se deve exercer cautela ao desenvolver uma linguagem simplificada e compreensível para cidadãos de diferentes níveis de instrução. Essa abordagem visa promover a democratização do conhecimento, o que permite acesso e compreensão a um maior número de pessoas. Também é necessário que o material possua estética atrativa, informações objetivas e que agreguem conhecimento útil para o contexto do público-alvo(13).
Os materiais didáticos dinamizam as atividades de educação em saúde. No contexto de pandemia, o conflito de informações no qual a população se encontra inserida, exige a prestação do fornecimento de informações úteis e conhecimento científico no âmbito da campanha de imunização contra a COVID-19, por se tratar de um contexto que gerou, desde o início da pandemia, diversas especulações e disseminação de informações falsas(19).
Diante disso, é fundamental que este material passe por um processo de validação de conteúdo e aparência, por especialistas no assunto, para garantir a qualidade do material e a transmissão eficaz da mensagem proposta. Além disso, a participação de uma equipe multiprofissional nesse processo reúne diversos saberes especializados na temática abordada pelo material, o que fornece maior credibilidade(21).
A técnica de Delphi permite a realização de rodadas sucessivas, até se obter um consenso de opiniões.(22) Outros autores citam a adaptação do material a partir das sugestões dos especialistas multiprofissionais como uma etapa essencial no processo de construção e de validação de um material educativo, pois possibilita repensar, substituir, aprimorar e reformular itens, a partir da perspectiva de vários profissionais. Dessa forma, o que poderia escapar da percepção de alguns indivíduos pode ser observado e analisado por outros(19-23).
Além disso, os pesquisadores estabeleceram o compromisso de manter a cartilha atualizada, para garantir que a população tenha acesso a informações precisas e atualizadas, fortalecendo a adesão às campanhas de vacinação. Foram incluídas, na versão final da cartilha, informações sobre a vacina do fabricante Moderna, que também foi inserida no esquema de vacinação do Brasil. A vacina mRNA-1273 da Moderna, similar à vacina da Pfizer, utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) para induzir uma resposta imunológica contra o SARS-CoV-2(24).
Estudos demonstraram que a vacina da Moderna é altamente eficaz na prevenção de casos graves de COVID-19, incluindo aqueles causados por variantes mais recentes. A inclusão da vacina da Moderna no Plano Nacional de Imunização (PNI) amplia ainda mais o arsenal de imunizantes disponíveis, permitindo uma maior flexibilidade na administração de doses e esquemas vacinais adaptados às necessidades da população. Portanto, a necessidade de retificar as informações na cartilha educativa é evidente, uma vez que a dinâmica de vacinação contra a COVID-19 continua a evoluir(24-26).
Ainda que só o conhecimento não seja capaz de produzir, sozinho, a mudança de comportamento e perspectiva em relação à problemática exibida, esse conhecimento pode provocar uma alteração significativa na forma de pensar e agir, quando compartilhado de maneira clara e eficiente(21). Nesse sentido, a construção e divulgação da cartilha educativa se torna uma viável e elucidativa forma de educação em saúde, e pode desempenhar um papel crucial no êxito da campanha de imunização contra a COVID-19, bem como em outras campanhas de imunização direcionadas à população brasileira(19).
Como limitações deste estudo, é válido mencionar a falta de validação por especialistas no campo da comunicação e publicidade, assim como a limitação de uso por grupos com deficiências visuais ou analfabetismo. Materiais em formato braile e audiovisuais podem ser mais eficazes nesses casos, no entanto, essa questão pode ser explorada em futuros estudos.
CONCLUSÃO
A cartilha “Vacinação contra a COVID-19: o que você precisa saber?” foi considerada uma tecnologia educacional válida quanto ao seu conteúdo para promoção da imunização contra a COVID-19. Com isso se espera que a cartilha seja utilizada como recurso promotor de conhecimento e empoderamento da população, e que esteja disponível online, digital e fisicamente, na internet, mídias sociais, escolas e unidades de saúde.
CONFLITO DE INTERESSES
Os autores declaram não haver conflito de interesses.
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Submissão: 07-Jul-2024
Aprovado: 13-Jan-2025
Editores:
Ana Carla Dantas Cavalcanti (ORCID: 0000-0003-3531-4694)
Paula Vanessa Peclat Flores (ORCID: 0000-0002-9726-5229)
Simone Martins Rembold (ORCID: 0000-0003-1424-747X)
Autor correspondente: Isabele Silva dos Santos (E-mail: isabelle-silvaa@hotmail.com)
Concepção do projeto: Santos IS, Silva RAR. Obtenção de dados: Santos IS, Silva RAR, Holanda JRR. Análise e interpretação dos dados: Santos IS, Silva RAR, Holanda JRR, Ferreira TT, Juraci SDLS. Redação textual e/ou revisão crítica do conteúdo intelectual: Santos IS, Silva RAR, Camacho ACLF, Ferreira TT, Juraci SDLS. Aprovação final do texto a ser publicada: Santos IS, Silva RAR, Camacho ACLF, Holanda JRR, Ferreira TT, Juraci SDLS. Responsabilidade pelo texto na garantia da exatidão e integridade de qualquer parte da obra: Santos IS, Silva RAR, Camacho ACLF, Holanda JRR, Ferreira TT, Juraci SDLS. |