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Postpartum women’s knowledge about breastfeeding - a descriptive study

Conhecimento de puérperas acerca da amamentação - estudo descritivo

 Viviane Mara Martins da Silva1, Emanuella Silva Joventino2, Denise Sales Arcanjo2, Joelna Eline Gomes Lacerda Freitas Veras3, Regina Cláudia Melo Dodt2,4, Mônica Oliveira Batista Oriá2, Lorena Barbosa Ximenes2

 

1Hospital Geral de Fortaleza, CE, Brasil; 2Universidade Federal do Ceará, CE, Brasil; 3Hospital Distrital Evandro Ayres de Moura, CE, Brasil;  4Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, CE, Brasil.  

Introduction: Some mothers do not comply with breastfeeding due to lack of knowledge on that practice. Aims: to verify the influence of their schooling level and the number of prenatal consultations on breastfeeding knowledge, as well as to characterize the demographic and obstetrical profile of postpartum women. Method: This is a descriptive, quantitative and transversal study. Individual interviews were carried out with 150 postpartum women at a public maternity rooming-in. The data were processed with SPSS, version 13.0. Results: Most of the study women were between 18 and 35 years old, less than eight schooling years; 91 (60.7%) were multiparae and 87 (58%) had not breastfed previously. Increased knowledge was verified on breastfeeding protection against ovarian and breast cancer (n=66; 89.2%), child development and promotion of mother and baby bonds (n=74; the 100%) and protection against child infections (n=73; 98.6%) among postpartum women with eight schooling years. The largest number of prenatal consultations positively influenced the understanding of maternal milk as an optimum food for children (n=109; 100%), the baby's bottle use to worsen breast suckling (n=88; 80.7%), the introduction of other foods affecting child health (n=93; 85.3%) and painless breastfeeding by mothers who follow correct handling (n=74; 67.9%). Conclusion: The study reveals that factors such as instruction and number of prenatal consultations influence the knowledge degree on breastfeeding, therefore reinforces the need for prenatal care promotion and educative approaches toward breastfeeding. Relevance for the clinical practice: This study brings to attention factors related to mother’s knowledge about breastfeeding. Thus, women awareness must be raised toward exclusive breastfeeding as the best health practice to the mother-baby binomial. 

Key words: Breast Feeding; Knowledge; Rooming-in Care; Postpartum Period.
 

Resumo. Introdução: Algumas mães não aderem ao aleitamento materno devido ao desconhecimento sobre esta prática. Objetivos: verificar a influência entre a escolaridade das puérperas e o número de consultas pré-natais no conhecimento das mesmas acerca do aleitamento materno, bem como caracterizar seus perfis sociodemográfico e obstétrico. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal. Foram realizadas entrevistas individuais com 150 puérperas internadas no alojamento conjunto de uma maternidade pública. Os dados foram processados no SPSS, versão 13.0. Resultados: A maioria das puérperas tinha idade entre 18 e 35 anos, parceiro fixo, menos de oito anos de estudo; 91 (60,7%) eram multigestas e 87 (58%) não tinham amamentado anteriormente. Entre as puérperas com mais de oito anos de estudo verificou-se maior conhecimento sobre a proteção da amamentação contra o câncer de mama e de ovário (n=66; 89,2%); o desenvolvimento da criança e promoção do vínculo entre mãe e filho (n=74; 100%) e a proteção das crianças contra infecções (n=73; 98,6%). O maior número de consultas de pré-natal influenciou positivamente no conhecimento sobre o leite materno ser o melhor alimento para a criança (n=109; 100%), o uso da mamadeira dificultar a sucção ao seio (n=88; 80,7%), a introdução de outros alimentos interferir na saúde da criança (n=93; 85,3%) e a ausência de dor na mãe que amamenta com a pega correta (n=74; 67,9%). Conclusão: O estudo demonstrou que fatores como instrução e número de consultas pré-natais influenciam positivamente o nível de conhecimento sobre aleitamento. Assim, deve-se estimular continuamente a realização do pré-natal e de estratégias educativas que busquem promover o aleitamento materno. Relevância para a prática clínica: O estudo chama a atenção para fatores relacionados ao conhecimento das mães que podem influenciar na decisão pela amamentação ou desmame precoce. Logo, as mulheres devem ser esclarecidas com vistas ao aleitamento materno exclusivo e à melhor saúde do binômio mãe-bebê.

 

Palavras-chave: Aleitamento Materno; conhecimento; alojamento conjunto; período pós-parto.

 INTRODUÇÃO

As inúmeras vantagens que o aleitamento materno oferece ao neonato são indiscutíveis, e assumir tal prática poderia prevenir mais de 6 milhões de mortes de crianças menores de 12 meses a cada ano em todo o mundo(1). Logo, pode-se reconhecer que o leite materno é o principal alimento para as crianças nos primeiros seis meses de vida, e por isso deve ser recomendado que seja o único alimento a ser oferecido neste período, minimizando as taxas de morbi-mortalidade infantil.

No Brasil, o perfil de amamentação pode ser considerado satisfatório para o aleitamento materno (leite materno acrescido de qualquer alimento ou líquido, incluindo leite não-humano) e preocupante para o aleitamento materno exclusivo. Algumas faixas etárias e capitais apresentam prevalências muito baixas. Em termos relativos, comparando-se as taxas aos 30 dias e aos 180 dias de vida, houve, no Brasil, redução de 21% na prevalência de aleitamento materno e de 84% na de aleitamento materno exclusivo. Estudo realizado em 1999 em Fortaleza, Estado do Ceará, identificou que os percentuais de crianças com 30, 120 e 180 dias de vida alimentadas somente com o leite materno correspondem a 73,4%, 29% e 10,2%, respectivamente(2).

Diante de dados como estes, os países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) endossaram, durante a Assembléia Mundial de Saúde, a Estratégia Mundial para Alimentação do Lactante e da Criança Pequena, com o objetivo de revitalizar esforços para promover, proteger e dar apoio apropriado à alimentação de lactantes e crianças pequenas(3).

Para que o início e o estabelecimento do aleitamento materno tenham êxito, as mães necessitam do apoio ativo, durante a gravidez e após o parto, não apenas de suas famílias e comunidades, mas também de todo o sistema de saúde em que os profissionais que lidam com gestantes e nutrizes devam estar comprometidos com a promoção do aleitamento materno, sendo capazes de fornecer informações apropriadas, assim como de demonstrar habilidade prática no manejo do aleitamento(4).

Ao se orientar a mulher para o aleitamento materno torna-se necessário o uso de diferentes abordagens que contemplem os vários aspectos do amamentar, como as questões físicas e emocionais, a necessidade individual da mulher; considerando sua singularidade, sua história de vida e principalmente, sua vontade. O profissional de saúde não pode deixar de levar em consideração o cotidiano familiar, bem como fatores de risco para o desmame precoce, ajudando a mulher que amamenta a enfrentá-los, oferecendo-lhe os suportes emocional, físico e educacional necessários(5).

O contexto de mudanças advindas do avanço tecnológico na assistência à saúde, na pesquisa em saúde e nos meios de veiculação de informação e de conhecimento, torna-se imprescindível que o enfermeiro busque apropriar-se de conhecimentos e habilidades que o tornem apto a investigar as necessidades de assistência das mulheres que amamentam, realizar intervenções e, assim, promover o aleitamento materno. O acompanhamento da evolução do mundo globalizado faz-se necessário, para que o enfermeiro busque o progresso de seu conhecimento em relação às práticas de orientação e abordagem às puérperas, e por meio da implantação de uma política de saber e fazer crítico, que certamente, o tornará um profissional capaz de resolver os desafios do cotidiano das mães que amamentam(6).

Nessa perspectiva, os objetivos do presente estudo foram verificar a influência entre o nível de instrução (escolaridade) das puérperas e número de consultas pré-natais no conhecimento das mesmas acerca do aleitamento materno, bem como caracterizar seus perfis sociodemográfico e obstétrico. 

 

METODOLOGIA

Tratou-se de um estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com mães que se encontravam no pós-parto imediato de uma maternidade pública de Fortaleza, no Estado do Ceará. A amostra foi constituída de 150 puérperas, número definido a partir da fórmula para populações finitas(7), tendo a seleção dos sujeitos ocorrido por conveniência, de acordo com a demanda da maternidade.

Os critérios de inclusão para as puérperas foram: mães de recém-nascidos a termo, com peso entre 2500g e 4000g; idade igual ou superior a 18 anos completos; mães que se encontravam com seus filhos recém-nascidos no alojamento conjunto em aleitamento materno e período mínimo de 6 horas de pós-parto. Foram excluídas: mães apresentando intercorrências clínicas (cardiopatias, nefropatias, diabetes, hipertensão, dentre outras) ou obstétricas no período puerperal (anemia, cefaléia pós-raquidiana, eclampsia, dentre outras), bem como patologias que impossibilitassem ou contra-indicassem o aleitamento materno.

Sendo a população de Fortaleza constituída de uma miscigenação de raças, foram incluídas mulheres de diferentes etnias. Portanto, não se considerou relevante controlar as variáveis em relação à etnia.

Os dados foram coletados durante os meses de setembro a dezembro de 2007, por meio de entrevistas individuais realizadas nas enfermarias onde as puérperas estavam internadas, havendo por volta de quatro puérperas por quarto. Buscou-se, no decorrer das entrevistas, resguardar a privacidade de cada mulher, dando-se prioridade aos momentos em que o mínimo de puérperas estivesse na enfermaria, de modo que as mulheres não acompanhassem as entrevistas umas das outras.    

Utilizou-se um formulário estruturado que era aplicado e preenchido pelas pesquisadoras. O mesmo era composto por duas partes, a primeira, abordava dados sociodemográficos, enquanto a segunda baseou-se nas assertivas utilizadas por Komarsson et al(8) e constava de dez assertivas sobre aleitamento materno, as quais as mães eram solicitadas a classificar como “certo” ou “errado”.

Para tabulação e processamento dos dados utilizou-se a estatística descritiva, por meio do Software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS 13.0). Foram realizados os testes de X2 para as variáveis independentes e o teste de Fisher-Freeman-Halton para comparar as proporções entre “certo” e “errado”, com relação a anos de estudo e número de consultas de pré-natal.

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, sob parecer nº 27/07. Foram respeitadas todas as recomendações e requisitos legais previstos para as atividades de pesquisa envolvendo seres humanos(9).

  RESULTADOS

De acordo com a Tabela 1, observa-se que das 150 mães envolvidas no estudo, a maioria (92,7%) tinha idade entre 18 e 35 anos, parceiro fixo (78,7%), menos de oito anos de estudo (50,7%) e se encontrava desempregada (37,3%). Além disso, destaca-se que 66 (44%) mães tinham renda familiar de 1 a 3 salários mínimos, seguido das que contavam com menos de um salário mínimo (39,3%) por mês para o sustento dos moradores da residência.

 

Tabela 1 – Características sociodemográficas das puérperas. Fortaleza, CE, 2007. N=150.                                     

Variáveis

N

%

Idade

 

 

18-35

139

92,7

>35

11

7,3

Estado Civil

 

 

Com parceiro fixo

118

78,7

Sem parceiro fixo

32

21,3

Anos de Estudo

 

 

< 8 anos

76

50,7

> 8 anos

74

49,3

Ocupação

 

 

Desempregada

56

37,3

Dona de casa

43

28,7

Empregada

38

25,3

Autônoma

12

8,0

Estudante

1

0,7

Renda Familiar *

 

 

< 1

59

39,3

1 – 3

66

44,0

3 – 5

17

11,3

> 5

7

4,7

Não sabe informar

1

0,7

* Em salários mínimos (SM), que no período do estudo era R$ 380,00.

           

Em relação aos antecedentes obstétricos, gravidez e partos atuais (Tabela 2), verificou-se que 88 (58,7%) mulheres tinham idade entre 18 e 25 anos quando gestaram pela primeira vez; 91 (60,7%) puérperas eram multigestas, o que poderia sugerir que tivessem vivenciado a amamentação anteriormente. Entretanto, apenas 63 (69,2%) tiveram experiência anterior com o aleitamento materno e, dentre estas, 43 (68,2%) amamentaram por um período maior que três meses; 147 mulheres (98%) realizaram pré-natal na gravidez atual, tendo 109 (74,2%) comparecido a mais de seis consultas. Houve predominância na realização do parto vaginal, ocorrido em 94 mulheres (62,7%), embora o índice de cesárea também tenha sido elevado (37,3%).

Tabela 2- Antecedentes obstétricos das puérperas e dados relativos à gravidez atual e parto. Fortaleza, CE, 2007. N=150.                                     

            Variáveis

%

I - Antecedentes obstétricos

 

 

Primigesta

59

39,3

Multigesta

91

60,7

Idade da primeira gestação (anos)

 

 

≤18

37

24,7

18-25

88

58,7

>25

24

16,0

Não sabe informar

1

0,7

Amamentação anterior

 

 

Sim

63

42,0

Não

87

58,0

Tempo de amamentação das puérperas (n= 63)

 

 

≤3meses

20

31,8

> 3 meses

43

68,2

 

 

 

II - Gravidez e parto atuais

 

 

Realizou Pré-Natal

 

 

Sim

147

98,0

Não

3

2,0

Consultas Pré-natal (n=147)

 

 

≤ 6 consultas

38

25,8

> 6 consultas

109

74,2

Tipo de Parto

 

 

Vaginal

94

62,7

Cesárea

56

37,3

Em relação aos benefícios da amamentação (Tabela 3), verificou-se maior conhecimento entre as puérperas que possuíam mais de oito anos de estudo, sobretudo nas assertivas relacionadas à proteção oferecida pela amamentação contra o câncer de mama e de ovário (89,2%) e à proteção das crianças contra infecções (98,6%). Ressalta-se que quanto à influência positiva da amamentação no desenvolvimento da criança e promoção do vínculo entre mãe e filho, todas as mães com mais de oito anos de estudo responderam corretamente. A afirmativa com maior percentual de respostas erradas, em números relativos, independente da escolaridade, foi a que refere que alguns anticoncepcionais podem influenciar a produção do leite, visto que 33 mulheres (22%) responderam a assertiva de maneira incorreta.

Tabela 3 - Distribuição do conhecimento das puérperas sobre os benefícios da amamentação para sua saúde e da criança, segundo o nível de instrução. Fortaleza, CE, 2007. N=150.                                         

Assertivas sobre a amamentação e a saúde da mulher/criança

 

Anos de estudo

≤8

>8

 

 

 

%

%

Teste

 

A amamentação protege contra o câncer de mama e de ovário                                 

 

 

 

 

0,8031

 

Certo

66

86,8

66

89,2

 

 

Errado

10

13,2

8

10,8

 

 

Alguns anticoncepcionais podem influenciar na produção do leite                            

 

 

 

 

0,7772

 

Certo

60

78,9

57

77,0

 

 

Errado

16

21,1

17

23,0

 

 

Ajuda o desenvolvimento da criança e promove o vínculo entre mãe e filho

 

 

 

 

     0,3222

 

 

Certo

75

98,7

74

100,0

 

 

Errado

1

1,3

0

0

 

 

O leite materno protege a criança de infecções                                                             

 

 

 

 

0,5762

 

Certo

74

97,4

73

98,6

 

 

Errado

2

2,6

1

1,4

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Teste de Fisher-Freeman-Halton; 2Teste de X2

O número de consultas de pré-natal influenciou no satisfatório conhecimento materno em relação à prática de amamentar, pois as puérperas que tinham mais de seis consultas pré-natais demonstraram mais propriedade acerca das assertivas relacionadas à produção do leite materno. Além disso, a assertiva referente ao uso da mamadeira (p= 0,054) sugere um forte indicativo, porém não conclusivo de que as que fizeram 6 ou mais consultas tiveram mais respostas certas do que as que fizeram até 5 consultas (Tabela 4).

Dentre as puérperas com mais de seis consultas de acompanhamento pré-natal, 109 (100%) concordaram que o leite materno é o melhor alimento para a criança; 88 (80,7%), que o uso da mamadeira pode causar dificuldade em sugar o peito; 93 (85,3%), que a introdução de outros alimentos pode fazer com que a criança adoeça mais e fique desnutrida e 74 (67,9%), que a dor é ausente na mãe que assume o adequado posicionamento da pega ao longo da amamentação. No entanto, na assertiva relacionada à influência da sucção, pega correta e frequência das mamadas na produção do leite materno, verificou-se que, em números relativos, as puérperas com menos de seis consultas de pré-natal, 40 (97,6%), obtiveram maior conhecimento. A relação entre pega correta e ausência de dor materna foi a que apresentou maior percentual de erros, o que se verificou entre 17 (41,5%) mães com menos de seis consultas realizadas.

Tabela 4- Distribuição do conhecimento das puérperas acerca da prática de amamentar, conforme o número de consultas de pré-natal. Fortaleza, CE, 2007. N=150.                                       

Assertiva sobre leite materno e amamentação

Número de consultas de pré-natal

 

<6

≥ 6

 

 

%

%

Teste

O leite materno é o melhor alimento para a criança                                                    

 

 

 

 

0,2731

Certo

40

97,6

109

100

 

Errado

1

2,4

0

0

 

O uso de mamadeira causa dificuldade em sugar o peito                                          

 

 

 

 

0,0542

Certo

27

65,9

88

80,7

 

Errado

14

34,1

21

19,3

 

A introdução de outros alimentos faz com que a criança

adoeça mais e fique desnutrida                                                                                      

 

 

 

 

0,2312

Certo

32

78,0

  93

85,3

 

Errado

9

22,0

16

14,7

 

A produção do leite depende da sucção, da pega correta e da frequência das mamadas                                                                                        

 

 

 

 

0,9991

Certo

40

97,6

106

97,2

 

Errado

1

2,4

3

2,8

 

Com a pega correta, a mãe não sente dor                                                                     

 

 

 

 

0,2832

Certo

24

58,5

74

67,9

 

Errado

17

41,5

35

32,1

 

1Teste de Fisher-Freeman-Halton; 2Teste de X2  

DISCUSSÃO

As variáveis sociodemográficas podem influenciar sobremaneira no padrão alimentar de crianças entre 0 e 2 anos de idade, sendo oportuno ressaltar o quanto as condições desfavoráveis podem ser decisivas nas escolhas e práticas de saúde em relação aos filhos (8). Pesquisas revelam que mulheres com maior idade, geralmente, amamentam seus filhos por um período maior do que as mães mais jovens (10-13).

Verificou-se que a maioria das mulheres possuía parceiro fixo, realidade considerada fator de proteção em relação ao aleitamento materno, visto que as dificuldades do período puerperal, as responsabilidades com o filho, com o lar e com as finanças familiares são compartilhadas entre o casal. O que facilita e favorece a vivência da maternidade e do aleitamento materno de maneira mais eficaz, segura e tranquila (8,14). A estabilidade conjugal dos pais é apontada na literatura como uma influência positiva para o início e a manutenção do aleitamento materno exclusivo (13,15).

A baixa escolaridade identificada entre as puérperas é um indicador preocupante por ser considerado determinante para o estabelecimento e continuidade da amamentação, uma vez que Carrascoza e colegas demonstram que quanto menor escolaridade maior a possibilidade do desmame precoce (13). O baixo nível intelectual das mulheres dificulta a eficácia de ações educativas de promoção do aleitamento, bem como dificultam o desenvolvimento de uma vida saudável pela nutriz (16).

Mães com maior escolaridade, sobretudo as que possuem formação superior, apresentam maior possibilidade de compreender informações acerca dos benefícios da amamentação, sofrendo menor influência de familiares, como avós, e rejeitando práticas que possam prejudicar o processo de amamentação. Além disso, um melhor nível de escolaridade pode oferecer à mãe autoconfiança, dando-lhe segurança para lidar com os possíveis problemas ou desconfortos da prática de amamentar (10,17).

No que se refere à ocupação, o fato de a mãe permanecer em casa durante o período de aleitamento materno exclusivo, seja por estar desempregada, de licença maternidade ou por exercer tarefas no lar, constitui-se em um evento favorável à amamentação, pois o retorno ao emprego dificulta a articulação entre o seu papel materno e suas atividades laborais, representando um obstáculo para a manutenção da amamentação (10,18).  

A renda familiar da maioria das puérperas encontrava-se abaixo de três salários mínimos. Tal dado constitui-se um fator de risco para o desmame precoce, pois a amamentação é influenciada positivamente por um melhor nível de renda familiar nos primeiros meses de vida da criança (11). Por outro lado, a amamentação, em famílias que vivenciam situação de dificuldades econômicas, representa a única alternativa para alimentar os lactentes, sendo o diferencial para a sobrevivência de muitas crianças (13,19).

Sabe-se que quando a mãe é multigesta, a amamentação tende a ser mais efetiva e duradoura, pois se acredita que estas mulheres se baseiem em suas experiências anteriores (19) como uma importante fonte de informação já que uma experiência positiva aumenta a auto-eficácia (confiança), enquanto uma experiência negativa a diminui, especialmente quando isso acontece no início do processo de aprendizagem (20).

As primíparas são mais propensas a iniciar o aleitamento, no entanto, costumam mantê-lo por menos tempo, introduzindo mais precocemente os alimentos complementares. Além disso, as primíparas são mães inexperientes e, consequentemente, possuem mais dúvidas e dificuldades para manter a amamentação(1,16-17) e podem sofrer mais influências de familiares e pessoas que lhes são próximas quanto às práticas que possam prejudicar o processo de amamentação.

Neste estudo, apesar de a maioria das puérperas ser multigesta, grande parte delas não possuía experiência anterior com a amamentação. Autores apontam que as mães que tiveram experiência prévia positiva com amamentação, provavelmente, terão mais facilidade para estabelecê-la com os demais filhos (10,21).

O Ministério da Saúde preconiza que a gestante realize pelo menos 6 consultas pré-natais para assegurar sua saúde e de seu bebê (22). Essa recomendação foi atendida por 98% das participantes deste estudo, indicando a melhoria na cobertura do pré-natal, embora esse número possa ser influenciado pelo fato de o estudo ter sido realizado em uma maternidade-escola.

O Ministério da Saúde também tem alertado para os riscos da realização indiscriminada de cesarianas e tem feito campanhas em favor da realização do parto vaginal (normal) (23). É sabido que nos setores privado e público os índices de cesarianas são de 80% e 26%, respectivamente, quando a Organização Mundial de Saúde recomenda um máximo de 15% (23).

Acredita-se que a prevalência do parto vaginal facilite o estabelecimento da lactação mais precoce e efetiva, uma vez que não há dor incisional, dificuldade de movimentar-se e indisposição devido ao efeito pós-anestésico, elementos próprios da cirurgia cesariana (10). O parto normal também favorece a amamentação por permitir o contato precoce entre mãe e filho em um momento importante para a construção do vínculo entre ambos, e a realização do 4º passo para o sucesso do aleitamento materno que preconiza que se deve ajudar a mãe a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto (24).

A maioria das puérperas reconheceu a influência de alguns tipos de pílulas anticoncepcionais na lactação. Além disso, algumas mães referiram que “esses comprimidos fazem o leite secar”. Já está bem estabelecido na literatura que os anticoncepcionais orais combinados, por possuírem estrogênios em sua composição, têm um efeito inibidor da produção láctea. Assim, para realizar a contracepção, a nutriz deve optar por métodos físicos ou pílulas contendo apenas progesterona, os quais não afetam a quantidade, tampouco a qualidade do leite produzido (12).

O leite materno constitui-se, indubitavelmente, em um elemento benéfico e imprescindível para o desenvolvimento da criança, bem como para a promoção do vínculo entre mãe e filho, o que foi reconhecido pelas puérperas neste estudo, sobretudo entre as mulheres com maior nível de escolaridade. A amamentação é valorizada como importante fator na promoção da interação mãe e filho, o que é recomendável para o bom desenvolvimento psico-emocional e social da criança (19).

O papel da amamentação na defesa imunológica do lactente (19) foi alvo de acertos pela maioria das puérperas. O que denota que se deve continuar promovendo a efetiva divulgação dos benefícios do aleitamento materno, como a proteção contra a obesidade infantil (25), diarréia, otite média e doenças respiratórias agudas, ressaltando-se seus benefícios nutricionais, a redução da morbi-mortalidade infantil, além da promoção do vínculo afetivo e emocional entre mãe e filho, que se estreitam ainda mais ao longo processo (11).

As mães que realizaram mais de seis consultas de pré-natal tiveram maior índice de acertos quanto à prática de amamentar, o que pode sugerir que quanto maior o número de informações fornecidas sobre amamentação durante as consultas pré-natais maiores são os conhecimentos das mães o que pode repercutir na redução do desmame precoce.

As participantes também demonstraram saber que o uso de mamadeira dificulta a sucção do bebê ao seio, sendo este um importante fator de risco para desmame (17,26). Além de a mamadeira e a chupeta terem um efeito negativo sobre o aleitamento materno, representam importantes fontes de contaminação para a criança (15).

O reconhecimento pelas mães de fatores que levam ao insucesso no aleitamento e, portanto, ao desmame precoce é de suma importância, visto que o desmame precoce, com a introdução de leite artificial ou alimentos sólidos ou semi-sólidos, pode levar a situações de risco para o lactente. Os sistemas digestivo e renal da criança nos primeiros meses de vida são imaturos, o que limita a sua habilidade em manejar alguns componentes de alimentos diferentes do leite humano. Devido à alta permeabilidade do tubo digestivo, a criança pequena pode apresentar reações de hipersensibilidade a proteínas estranhas à espécie humana (27). O oferecimento precoce de alimentos complementares está associado com a maior ocorrência de anemia, doenças infecciosas, particularmente gastrintestinais e respiratórias, e comprometimento do crescimento físico da criança (28).

A pega incorreta do seio materno provoca fissuras no mamilo e outras intercorrências que geram dor na mãe, além disso, o neonato pode apresentar déficit de ganho de peso, apesar de permanecer por tempo prolongado ao peito. Muitas vezes, o bebê com pega incorreta é capaz de obter o chamado leite anterior, mas tem dificuldade em obter o leite posterior, mais nutritivo e rico em gorduras, o que pode repercutir no seu ganho de peso (27) e na construção do mito de que o leite materno é fraco (18). No entanto, a literatura é vasta quanto a não existência de “leite fraco”, visto que a composição do leite materno é ideal para alimentar e nutrir a criança de maneira exclusiva até os seis meses de idade.

A assertiva quanto à pega correta estar relacionada ao sucesso da amamentação foi a única que obteve 100% de acertos entre as participantes do estudo. Portanto, parece ser um fator favorecedor muito bem reconhecido e valorizado pelas mães. O enfermeiro e sua equipe têm condição privilegiada para avaliar e auxiliar as nutrizes em seus primeiros momentos junto ao filho. Tais profissionais devem não só orientá-las a respeito da posição adequada, mas também acompanhar e identificar possíveis dúvidas e dificuldades. Vale ressaltar que orientações importantes podem ser oferecidas sobre a “pega” para prevenção de fissuras. O bebê deve abocanhar grande parte da aréola com os lábios evertidos, o que favorece uma sucção adequada (19).

Como aponta a literatura e a experiência clínica, a prática do aleitamento materno depende de inúmeros fatores que podem influenciar positiva ou negativamente seu sucesso. Alguns destes fatores estão relacionados à mulher, como características relacionadas à sua personalidade e atitude frente à situação de amamentar, as suas tensões, atividades laborais, conhecimentos sobre amamentação e condições habituais de vida da família (8).

Assim, a amamentação pode ser considerada complexa, pois envolve aspectos biológicos, psicológicos e sócio-culturais, sendo indispensável atuação profissional qualificada, capaz de assistir a partir de uma abordagem que ultrapasse as fronteiras do biológico, compreendendo a nutriz em todas as suas dimensões do ser mulher (29), uma vez que estudos demonstram que a atuação de profissionais mais capacitados para orientar as mães possui influência diretamente proporcional ao aumento da duração do aleitamento materno (17). 

CONCLUSÃO

As puérperas deste estudo apresentaram bom nível de conhecimento acerca dos benefícios da amamentação na saúde da mulher e da criança. Embora, pela pluralidade de fatores bio-psico-sociais, observados na amostra deste estudo e presentes em outros estudos, não se considere que o conhecimento adquirido através da família, sociedade ou profissionais de saúde, por si só, seja suficiente para o sucesso do aleitamento materno exclusivo. 

O estudo demonstrou que fatores como escolaridade e número de consultas pré-natais influenciam positivamente o nível de conhecimento sobre aleitamento. Assim, deve-se estimular continuamente a realização do pré-natal e de estratégias educativas que busquem promover o aleitamento materno.

Considera-se necessário que os profissionais de Enfermagem, destacando aqui os enfermeiros, façam uma análise crítica sobre suas ações educativas, qualifiquem-se para atender essas mulheres-mães. Estas últimas com características próprias, complexas e de grande diversidade, que exigem atuação profissional específica, voltada à integralidade de fatores e sentimentos ambíguos, oriundos de situações inerentes à experiência da mulher que amamenta nos dias atuais.  

Relevância para a prática clínica

Quando o enfermeiro ou outro profissional de saúde assiste a mulher que vivencia a amamentação é importante que leve em conta os fatores relacionados ao conhecimento das mães e as características socioculturais e clínicas que podem influenciar na decisão pela amamentação de modo a desenvolver ações que reduzam a incidência do desmame precoce. Logo, as mulheres devem ser esclarecidas com vistas ao aleitamento materno exclusivo e à melhor saúde do binômio mãe-bebê. Tais esclarecimentos devem ser realizados sistematicamente por meio da educação em saúde a partir do pré-natal bem como a supervisão direta das primeiras mamadas no puerpério imediato para demonstrar a técnica correta, elucidar as dúvidas da prática inicial e evitar futuros problemas relacionados à lactação. 

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 Contribuição dos autores

-Concepção e desenho: Viviane MM da Silva, Lorena B Ximenes

-Análise e interpretação: Viviane MM da Silva, Lorena B Ximenes, Mônica OB Oriá,
-Escrita do artigo:
Viviane MM da Silva, Emanuella S Joventino, Denise S Arcanjo, Joelna Eline GLF Veras, Regina CM Dodt, Mônica OB Oriá, Lorena B Ximenes

-Revisão crítica do artigo: Mônica OB Oriá, Emanuella S Joventino, Regina CM Dodt, Lorena B Ximenes

-Aprovação final do artigo: Viviane MM da Silva, Emanuella S Joventino, Denise S Arcanjo, Joelna EGLF Veras, Regina CM Dodt, Mônica OB Oriá, Lorena B Ximenes

-Colheita de dados: Viviane MM da Silva, Emanuella S Joventino, Denise S Arcanjo, Joelna Eline GLF Veras, Regina CM Dodt

Obtenção de suporte financeiro: CNPq
-Pesquisa bibliográfica:
Viviane MM da Silva, Emanuella S Joventino, Regina CM Dodt, Mônica OB Oriá
Endereço para correspondência:
Lorena B. Ximenes, Rua Gothardo Moraes, 1001, apt.410. Bairro: Dunas. Fortaleza-Ce. lbximenes@yahoo.com.br
Apoio de (opcional): Departamento de Enfermagem, UFC