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Analysis of the continuing education of a teaching hospital in the perception of the nursing team

Análise do serviço de educação continuada de um hospital de ensino na percepção da equipe de enfermagem

Aline Togni Braga*; Profª Drª Marta Maria Melleiro*

*Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, SP, Brazil

ABSTRACT: The objectives of this study was to analyze the Service of Continuated Education (SCE) of a teaching hospital, from the perspective of the nursing team in the evaluative dimensions of structure, process and outcome and to identify factors involved in the activities undertaken by that service, based on the Donabedian model. This is an exploratory-descriptive study, carried through in a private teaching hospital. The data collection was conducted through a questionnaire, using a Likert scale. The treatment of the data was carried through a descriptive statistics using the Cronbach Alpha test. Analyzing the data, we observed that in the tree evaluated dimensions (structure, process and result) the nurse team had favorable perception relative to this service. However, the structure dimension received the highest favorability score, average of 4,56 (dp±4,97), with process dimension receiving the lower score of, average 40,44 (dp±5,11).

Keywords: Education continued in nursing; Evaluation of health services; Nursing.

RESUMO: Os objetivos deste estudo foram analisar o Serviço de Educação Continuada de um hospital de ensino, sob a ótica da equipe de enfermagem, nas dimensões avaliativas de estrutura, de processo e de resultado e identificar os fatores que interferem nas atividades desenvolvidas por este serviço, com base no Modelo Donabediano. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, realizado em um hospital universitário privado. Para a coleta de dados utilizou-se de um instrumento composto por uma escala de Likert. O tratamento dos dados foi realizado por meio da estatística descritiva e pelo emprego do teste Alpha de Cronbach. Na análise dos resultados, observou-se que nas três dimensões avaliadas (estrutura, processo e resultado) a equipe de enfermagem teve percepção favorável quanto às atividades desenvolvidas por este serviço. Entretanto, na comparação, a que obteve maior escore de favorabilidade foi a de estrutura, média de 42,56 (dp±4,97) e o menor a de processo, média 40,44 (dp±5,11).

Descritores: Educação continuada em enfermagem; Avaliação de serviços de saúde; Enfermagem.

INTRODUÇÃO 

Na atual conjuntura, a necessidade de desenvolvimento profissional tem sido fortemente enfatizada, devido aos resultados dos avanços tecnológicos, à facilidade de acesso às informações e, conseqüentemente, à maior competição no mundo de trabalho.

Nas últimas décadas, nos estabelecimentos de saúde, o percentual quantitativo do pessoal de enfermagem vem sendo considerado o mais significativo, chegando a atingir em alguns casos cerca de 60% do contingente de recursos humanos. Dessa maneira, esses recursos têm requerido maior atenção dos responsáveis pela administração dos serviços de enfermagem (1).

Na enfermagem, a responsabilidade de atualizar e de capacitar os profissionais está ligada ao SEC, que deve preocupar-se com as características de aprendizagem enquanto um processo dinâmico, contínuo, global, pessoal, gradativo e cumulativo (2).

Nessa dimensão, o enfermeiro atuante no SEC constitui-se num agente de mudanças, que interage com toda da equipe de enfermagem mediante as estratégias para sua capacitação e aprimoramento das suas ações, além de seu papel de interface e apoio para a gerência e equipe de enfermagem, estimulando a integração e desenvolvimento desses profissionais (3,4). Desse modo, os serviços de enfermagem necessitam de propostas que permitam gerenciar as ações, os processos de trabalho e os recursos relacionados à assistência.

Com efeito, a avaliação de programas e serviços de saúde configura-se como uma dessas propostas, sendo um processo de determinação da extensão com a qual as metas e os objetivos estão sendo alcançados e de como esse processo técnico-administrativo fornece subsídios para uma tomada de decisão (5).

Tendo em vista essas considerações, o gerenciamento das ações e processos educacionais, exige metodologias avaliativas específicas, que atendam às peculiaridades próprias do setor saúde.

Donabedian(6), propõe a avaliação da qualidade e, conseqüentemente, dos serviços de saúde, por meio da tríade: estrutura, processo e resultado.

Neste estudo, empregou-se o modelo Donabediano, no intuito de aferir os processos de trabalho do SEC. Assim, relacionou-se a estrutura, às condições sob as quais a capacitação profissional é realizada, tais como recursos humanos (número, função e qualificação), materiais, físicos e estruturais (localização, horário de funcionamento, duração e divulgação dos treinamentos), a de processo versou sobre o conjunto de atividades que constituem o desenvolvimento dos profissionais de enfermagem e a de resultado às conseqüências das atividades realizadas pelo SEC.

Pelo contexto apresentado e acreditando que o enfermeiro necessita ancorar os processos de tomada de decisões nas avaliações de programas e de serviços de saúde, é que se optou pelo desenvolvimento desta investigação com os seguintes objetivos: analisar o SEC de um hospital de ensino, sob a ótica da equipe de enfermagem, nas dimensões avaliativas de estrutura, de processo e de resultado e identificar os fatores que interferem nas atividades desenvolvidas pelo SEC, com base na tríade Donabediana.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de abordagem quantitativa. O estudo foi realizado em um hospital universitário privado, sem fins lucrativos, de grande porte, referência terciária, localizado no interior do Estado de São Paulo.

Ressalta-se que, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição cenário do estudo (protocolo nº 137/08).

Fizeram parte da amostra, 96 profissionais, lotados nos diversos setores do hospital, os quais foram convidados a participar, após serem esclarecidos dos objetivos do estudo. Salienta-se que o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi assinado em duas vias, ficando uma com a pesquisadora e a outra entregue ao participante.

            Os dados foram coletados, por meio da aplicação de um instrumento de coleta de dados intitulado: Percepção do Serviço de Educação Continuada sob a ótica da equipe de enfermagem. O instrumento de coleta de dados constituiu-se de duas partes: a primeira contendo os dados sócio-demográficos dos participantes do estudo e a segunda parte de 39 proposições nas dimensões de estrutura, processo e de resultado, a serem respondidas por meio de uma escala de Likert, a qual apresentava cinco graus de variação, sendo um extremo (grau 1) - o desacordo total e o extremo oposto (grau 5) - o total acordo; o ponto intermediário (grau 3) representava o indiferente.

            Para verificar se o conteúdo era representativo frente ao conteúdo do universo teórico que se pretendia medir, o instrumento foi validado por oito especialistas da área de educação continuada (EC) e para análise do coeficiente de consistência interna do questionário foi aplicado o Alpha de Cronbach que obteve o valor de 0,893, sendo considerado confiável, uma vez que pode variar de 0 a 1.

Os dados foram armazenados em Planilha Eletrônica Excel® para o processamento. Com relação à análise foram utilizados recursos de computação por meio do processamento no sistema Microsoft R Excel® e Statistic Package for Social Sciences (SPSS®), versão 15.0 ambos em ambiente Windows XP.

O tratamento dos dados foi realizado por meio da estatística descritiva e pelo emprego do teste Alpha de Cronbach. Para comparar os escores nas três dimensões, utilizaram-se os testes não-paramétricos de Friedman e o Kruskal-Wallis (7).

Cabe ressaltar, que o nível de significância utilizado para os testes foi de 5%.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Quanto à caracterização dos participantes observou-se que eram adultos-jovens, encontravam-se na faixa etária de 25 a 30 anos representando 33 (34,4%), a média foi de 31,0 anos e a mediana de 30,0 anos.

Obteve-se segundo a categoria profissional, 61 (63,5%) participantes eram técnicos de enfermagem, seguidos de 20 (20,8%) auxiliares de enfermagem e 15 (15,6%) enfermeiros.

A equipe de enfermagem apresentou tempo de formação entre 5 e 10 anos, sendo a média de 5,6 anos e a mediana 5,0 anos.

Quanto à dimensão de estrutura:

A maioria dos sujeitos mostrou percepção favorável referente à estrutura do SEC nas questões em que são abordadas temáticas sobre divulgação, recursos físicos e materiais, duração dos treinamentos, capacitação dos profissionais, horário de funcionamento e localização da sala de treinamento do SEC.

             Observa-se na Figura 1, a percepção da equipe de enfermagem, sobre o preparo dos profissionais para o desenvolvimento das atividades do SEC.

Figura 1 – Distribuição da resposta à questão: Os profissionais que atuam no SEC são preparados para o desenvolvimento das atividades desse serviço (Q34). São Paulo (Interior - SP) – 2008

             A maioria dos respondentes concordou com a assertiva: 79 (82,3%), sendo que 61 (63,5%) o fizeram totalmente e 18 (18,8%), parcialmente. O percentual de discordantes foi 5 (5,2%) e 12 (12,5%) mantiveram-se indiferentes.

            É importante enfatizar que a capacitação do enfermeiro do SEC é precípua para a manutenção das atribuições que o cargo lhe confere.

Destaca-se ainda, a afirmação de autores, que considera como desejável que o enfermeiro desse serviço tenha a formação compatível com a de um educador, buscando continuamente o autodesenvolvimento e capaz de influenciar as pessoas na busca do conhecimento com todos os envolvidos na assistência de enfermagem (8).

Nesse cenário, torna-se essencial que todo enfermeiro, também, assuma a responsabilidade pela educação de sua equipe, com o intuito de melhorar o padrão da assistência prestada na instituição(9).

Figura 2 – Distribuição da resposta à questão: Os horários em que acontecem os treinamentos são inadequados às minhas necessidades (Q31). São Paulo (Interior - SP) – 2008

Na Figura 2, constatamos que o maior percentual foi de concordantes parciais, 30 (31,3%) e de concordantes totais 22 (22,9%), diante da proposição negativa da questão, totalizando 52 (54,2%). O percentual de discordantes total e parcial foi de 36 (37,5%). Os sujeitos indiferentes corresponderam a 8 (8,3%). Os dados encontrados sugerem uma percepção desfavorável aos horários de treinamento.

Os treinamentos ocorrem nos turnos da manhã, tarde e noite, ajustando-se aos horários de cada unidade. No entanto, os resultados apontam para inadequações desses horários.

que se considerar que o horário mais difícil para o desenvolvimento das capacitações é o destinado ao noturno - às 7:30h pós-plantão, horário pouco produtivo para proporcionar aprendizado, uma vez que o colaborador apresenta-se extremamente cansado. No início do plantão, 19:30h, também, há baixa adesão dos trabalhadores, em virtude da dinâmica das unidades.

A dificuldade para encontrar um horário apropriado para as ações educativas para os trabalhadores de nível médio é apontada em estudo no qual utilizou depoimentos de gerentes de vinte e cinco hospitais de São Paulo e encontrou divergências nos depoimentos em relação ao melhor horário para o desenvolvimento de programas de treinamento (4).

Quanto à dimensão de processo:

Os itens que obtiveram os melhores resultados foram: a forma e as estratégias utilizadas pelo SEC nos treinamentos 82 (85,4%), as dúvidas sanadas nos treinamentos 82 (85,4%), o conteúdo do treinamento admissional 65 (67,7%), a disponibilidade dos profissionais do SEC para atender seus profissionais 73 (76,1%) e a liberação da instituição para a participação dos profissionais nos treinamentos 61 (63,6%).

Os maiores percentuais de indiferentes foram encontrados em itens que versavam sobre à especificidade dos treinamentos por área 28 (29,2%). Considera-se que ainda existe a necessidade de acionar mais multiplicadores nos treinamentos específicos das áreas atendendo a esse quesito.

Do total de participantes, 26 (27,1%) também ficaram indiferentes com relação aos itens que compõem o instrumento de avaliação de desempenho, demonstrando a necessidade de maior inserção dos avaliados nos treinamentos sobre avaliação de desempenho. Dessa forma, corroboramos com os autores (9) quando citam que para a compreensão da avaliação de desempenho é indispensável à capacitação de avaliadores e avaliados.

Figura 3 – Distribuição da resposta à questão: Não participo dos treinamentos do SEC, pois não tenho interesse (Q26). São Paulo (Interior - SP) – 2008

Verifica-se na figura acima, que a maioria dos sujeitos, 90 (93,7%), discorda da assertiva. O percentual de indiferentes manteve-se em 6 (6,3%). Esse dado é significativo que o sucesso da programação de EC depende, majoritariamente, do interesse dos envolvidos nos processos educativos, pois uma das preocupações do enfermeiro de EC é estimular e despertar o interesse dos profissionais na participação das capacitações.

Assim, torna-se imperativo que o serviço contemple ações educativas, referentes às necessidades dos colaboradores, para não desestimulá-los a participar das capacitações.

Na literatura encontrada, observou-se, com certa freqüência, entre outros motivos, o desinteresse dos envolvidos, especialmente dos próprios treinandos, nos programas educativos desenvolvidos pelo SEC (9).

Figura 4 – Distribuição da resposta à questão: As estratégias de ensino utilizadas pelo SEC desfavorecem a minha aprendizagem (Q8). São Paulo (Interior - SP) – 2008

Na Figura 4, averigua-se que a grande maioria dos participantes, 76 (79,2%), discordou da assertiva negativa, sendo que o maior percentual foi de 65 (67,7%) respondentes que apresentaram discordância total. Entre os concordantes, 10 (10,4%), dos quais 8 (8,3%) o fizeram parcialmente. Discordar da afirmativa negativa demonstra um fator favorável quanto às estratégias de ensino utilizadas pelo SEC.

Para viabilizar os objetivos e concretizar as atribuições, os profissionais envolvidos com a EC devem manter-se atualizados com as novas propostas pedagógicas, a fim de implementá-las no ensino (10).

Quanto à dimensão de resultado:

Houve elevada concordância, por parte dos participantes, quando afirmam que as atividades do SEC acarretam melhorias para a qualidade da assistência de enfermagem 89 (92,7%), na atualização profissional proporcionada pelos treinamentos 79 (82,3%), no acolhimento durante o treinamento admissional 72 (75,0%), no aproveitamento das capacitações 60 (62,5%), na segurança das ações da equipe de enfermagem, após os treinamentos 85 (88,5%) e no sigilo das informações contidas no SEC 81 (84,4%).

            Na figura 5, destaca-se uma elevada concordância, na percepção da equipe de enfermagem, com relação às atividades desenvolvidas pelo SEC acarretam melhorias na qualidade da assistência de enfermagem.

Figura 5 – Distribuição da resposta à questão: As atividades desenvolvidas pelo SEC acarretam melhorias na qualidade da assistência de enfermagem (Q3). São Paulo (Interior - SP) – 2008

Os resultados salientados na Figura 5 demonstram que 89 (92,7%) dos participantes concordam com a assertiva nela descrita, sendo 73 (76,0%) totalmente e 16 (16,7%) parcialmente.

As atividades desenvolvidas pela EC constituem-se em uma das formas de assegurar a manutenção da competência da equipe de enfermagem em relação à assistência (11).

Para uma gestão eficaz dos serviços de saúde e de enfermagem, torna-se da maior relevância a implementação de uma política de qualificação de pessoal para enfrentar os desafios do 3º milênio e de vontade política para acarretar melhorias da qualidade dos serviços de saúde prestados (12).

            Verifica-se, por meio da Figura 6, que na percepção dos profissionais, os resultados dos treinamentos não são divulgados para toda a equipe de enfermagem.

 Figura 6 – Distribuição da resposta à questão: Os resultados dos treinamentos são divulgados para toda a equipe de enfermagem (Q15). São Paulo (Interior - SP) – 2008

De acordo com a Figura 6, a quantidade totalizada de discordantes foi de 58 (60,5%). A de concordantes foi de 22 - 22,9% (12,5% totalmente e 10,4% parcialmente) e 16 (16,7%) respondentes foram indiferentes.

O resultado encontrado nessa questão retrata a realidade da instituição, pois não há a divulgação dos resultados das capacitações para a equipe de enfermagem.

Nesse sentido, o SEC não deve se preocupar somente com a divulgação dos resultados para a equipe, mas, também, recomenda-se que desenvolva mecanismos de avaliação e acompanhamento permanente, que permitam identificar o impacto e os efeitos das ações desenvolvidas pela educação, possibilitando a reorganização e o replanejamento de seus programas (13).

Outros achados encontrados destacam-se em relação à seleção de profissionais realizadas pelo SEC não atender as necessidades de cada setor e ao privilégio no atendimento das enfermeiras para determinados colaboradores obtiveram os maiores percentuais de indiferentes - 29 (30,2%) e 34 (35,4%) respectivamente.

Atualmente, nas instituições hospitalares, a responsabilidade pela seleção de profissionais de enfermagem está ligada ao SEC. Estudiosos em gerenciamento de recursos humanos consideram que os responsáveis pelo recrutamento e seleção enfrentam grandes dificuldades em conseguir no mercado de trabalho, profissionais habilitados para ocuparem as vagas disponíveis (14).

Outro item são as questões que abordavam a avaliação de desempenho e a divulgação dos resultados dos treinamentos para a equipe de enfermagem 58 (60,5%) apresentaram os menores escores de favorabilidade, indicando a necessidade de um olhar mais aprofundado nesses quesitos;

Reforça-se a necessidade de reconhecimento, dos profissionais de enfermagem com relação à aquisição do saber por meio da capacitação. Nessa direção, não basta apenas propiciar oportunidade de participação nas atividades de educação, é preciso reconhecer que o sujeito, ao passar por ela, adquire novos conhecimentos e precisa que estes sejam reconhecidos, tanto na vida pessoal como profissional (13).

A maioria dos participantes 60 (62,5%) concorda que as chefias incentivam a participação dos seus profissionais nos treinamentos promovidos pelo SEC. Isso demonstra, por parte da chefias, preocupação, interesse e comprometimento com a educação e desenvolvimento da equipe de enfermagem. 

Quanto aos escores de favorabilidade nas dimensões de estrutura, de processo e de resultado:

Averigua-se na Figura 7, valores significativamente maiores na dimensão de estrutura quando comparado aos valores das dimensões de processo e resultado.

Figura 7 – Distribuição dos valores de média e desvio-padrão dos escores total das dimensões de estrutura, processo e resultado. São Paulo (Interior - SP) – 2008

Portanto, ao comparar as dimensões, obteve-se diferença estaticamente significante, p< 0,05, no que tange à dimensão de estrutura. Dessa maneira, há a necessidade de maior investimento do serviço nas dimensões de processo e resultado

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo demonstrou a complexidade que envolve a análise de serviços de saúde, em especial o SEC, que é o objeto deste estudo, e que há diferentes métodos no sentido de analisar esse atributo no contexto das organizações.

Ressaltam-se os elevados percentuais de concordância nas questões que envolvem estrutura e na de processo com o maior percentual na questão em que trata do interesse dos profissionais em participar dos programas de capacitação.

Evidencia-se, ainda, que os piores escores residiram na dimensão de processo, seguido da dimensão de resultado, requerendo maior atenção dos gestores para esses aspectos.

REFERÊNCIAS 

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4. Lorencette DAC. A importância e proposta de indicadores para a avaliação dos serviços de educação continuada-segundo gerentes dos serviços de enfermagem [dissertação]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2002.

5. Tronchin DMRT, Melleiro MM, Takahashi RT. A qualidade e a avaliação dos serviços de saúde e de enfermagem. In: Kurcgant P. coordenadora. Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. 75- 88.

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9. Davim RMB, Torres GV, Santos SR. Educação continuada em enfermagem: conhecimentos, atividades e barreiras encontradas em uma maternidade escola. Rev Lat Am Enferm.1999;7(5):43-9.

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12. Adami NP. A melhoria da qualidade nos serviços de enfermagem. Acta Paul Enferm. 2000;13(n.esp. Pt. 1):190-6. 

13. Salum NC. A educação permanente e suas contribuições na constituição do profissional e nas transformações do cuidado de enfermagem. 2007 [tese] 316p. Universidade Federal de Santa Catarina.

14. Gondim SMG. Perfil profissional e mercado de trabalho: relação com a formação acadêmica pela perspectiva de estudantes universitários. Est Psicol. 2002;7(2):299-309.

Endereço para correspondência: Aline Togni Braga. Rua Salvador Lombardi Neto, 550, Bloco C Apto 34. Vila Nova Teixeira, CEP: 13034740, Campinas -SP. E-mail: alinetogni@yahoo.com.br

1 Nota: Este estudo é parte da Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós Graduação  em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo – 2009.

Banca examinadora: Profas. Dras.Sueli de Fátima Sampaio (PUC-Campinas) e Vera Lúcia Mira Gonçalves (USP).

 

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